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Pedágio zero para carros? Governo estuda novo modelo para rodovias de baixo tráfego

Proposta prevê separar caminhões leves de veículos de passeio e pode beneficiar usuários em concessões consideradas estratégicas

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
pedagio
pedagio — Crédito: Via Araucária

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O governo federal estuda mudar o modelo de cobrança de pedágio em concessões de rodovias com baixo fluxo de veículos. Entre as propostas analisadas está a criação de categorias diferentes para caminhões leves e veículos de passeio, com possibilidade de redução ou até isenção da tarifa para carros e motos.

Atualmente, a chamada categoria 1 reúne diferentes tipos de veículos. A ideia em avaliação é dividir essa faixa em duas: uma específica para caminhões leves de dois eixos e outra, denominada “comercial leve”, destinada a carros de passeio e motocicletas.

Para a categoria de veículos leves, o governo pretende reduzir o valor cobrado. Caso os estudos apontem espaço financeiro suficiente, a tarifa poderá chegar a zero. A medida, porém, ainda está em fase de análise e não deve ser implementada neste ano.

A proposta está relacionada à chamada carteira de “concessões inteligentes”, modelo pensado para rodovias com menor volume de tráfego. O formato prevê a combinação de investimentos públicos iniciais com a administração privada das estradas por meio de concessões.

Grande parte das rodovias avaliadas nesse modelo está localizada no Nordeste, região que concentra diversos projetos considerados de baixo tráfego. A possibilidade de reduzir ou eliminar o pedágio para carros e motos leva em conta também o impacto de cada tipo de veículo sobre o pavimento.

Veículos de passeio provocam desgaste significativamente menor na infraestrutura rodoviária quando comparados a caminhões utilizados no transporte de cargas. A diferenciação das tarifas, portanto, busca considerar não apenas o fluxo de veículos, mas também os custos gerados pela utilização da rodovia.

A eventual mudança, no entanto, ainda depende da conclusão dos estudos técnicos e da definição do modelo de concessão de cada estrada. O governo deverá avaliar a viabilidade financeira de cada projeto antes de estabelecer quais rodovias poderão adotar o novo sistema de cobrança.

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