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Vacinação contra a dengue começará nas unidades de saúde de regiões mais vulneráveis à doença

Esta é a primeira vez que o SUS de Curitiba recebe a vacina contra a dengue

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
vacinas
vacinas — Crédito: Isabella Mayer/SECOM

A partir desta segunda-feira (19/5), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba começa a vacinação contra a dengue. O imunizante será destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, seguindo a orientação de público-alvo do Ministério da Saúde. 

Considerando o quantitativo de doses recebidas, o imunizante será concentrado e disponibilizado em 67 unidades de saúde, cujas áreas de abrangência registraram maior número de casos da doença este ano. Esta é a primeira vez que o SUS de Curitiba recebe a vacina contra a dengue.

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, Curitiba tem cerca de 101 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Nesta primeira etapa, porém, o município recebeu apenas 20.390 doses. 

“Dessa forma, em vez de pulverizar a vacinação por toda a cidade, decidimos priorizar inicialmente as regiões mais vulneráveis à doença, facilitando o acesso dessa população que mais precisa”, explicou a secretária. 

As vacinas serão aplicadas até o fim dos estoques. Na sequência, com o recebimento de novas doses, a vacinação poderá ser disponibilizada para este público também nas demais unidades de saúde do município. 

Primeira vez

Esta é a primeira vez que o SUS de Curitiba recebe a vacina contra a dengue – o imunizante é disponibilizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

A ampliação da oferta de vacinas pelo Ministério da Saúde está alinhada à estratégia do governo federal de intensificar as ações de enfrentamento da doença. Entre as cidades priorizadas nesta fase está a capital paranaense, por ser populosa.

Qdenga

O imunizante fornecido é o Qdenga, do laboratório Takeda. Trata-se de uma vacina tetravalente, com vírus vivo atenuado. Estudos demonstram eficácia de cerca de 80% contra a doença, incluindo hospitalizações e casos graves.

São indicadas duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacina é recomendada independentemente de o paciente já ter tido ou não dengue anteriormente.

“Embora agora seja um período de menor incidência de dengue, a proteção conferida pela vacina valerá para o fim do ano, época mais quente e de maior circulação do vírus”, destaca Tatiane.

Cuidados permanecem

Mesmo com o início da vacinação contra a dengue, o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, alerta que os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti devem continuar.

“A vacina protege exclusivamente contra a dengue. Ela não oferece proteção contra outras arboviroses, como zika e chikungunya, também transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, mesmo com a vacinação, é importante manter os quintais limpos e livres de água parada”, reforça o diretor.

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