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Turismo no Paraná recua 2% no primeiro bimestre de 2026, aponta Fecomércio PR
— Crédito: Guia do Turismo Brasil

Turismo no Paraná recua 2% no primeiro bimestre de 2026, aponta Fecomércio PR

Setor acompanha tendência nacional de queda, mas estado mantém 7ª posição no ranking brasileiro com base sólida em hotelaria, transporte aéreo e gastronomia

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O turismo no Paraná começou 2026 em desaceleração, após um ano de crescimento mais consistente. Dados da Fecomércio PR, com base na Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, apontam queda de 2% no volume de atividades turísticas no primeiro bimestre.

O recuo reflete um início de ano mais fraco em comparação ao desempenho registrado ao longo de 2025. Somente em fevereiro, a atividade turística no estado caiu 0,8% em relação a janeiro, movimento semelhante ao observado no cenário nacional, que teve retração de 0,9%.

Apesar da perda de ritmo recente, o Paraná ainda mantém desempenho acima da média brasileira no acumulado dos últimos 12 meses. Nesse período, o setor cresceu 4,6% no estado, frente a 4,2% no país, o que coloca o Paraná na 7ª posição no ranking nacional.

O resultado positivo ao longo do último ano foi impulsionado principalmente pelo aumento de receitas em segmentos como catering, bufês, alimentação preparada, restaurantes, transporte aéreo de passageiros, hotelaria e serviços de reservas.

O levantamento também indica uma desaceleração mais ampla no setor turístico, tanto no Paraná quanto no restante do Brasil, sinalizando um ambiente mais desafiador neste início de 2026.

Para o economista da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário exige atenção, mas não compromete os fundamentos do setor. “O turismo paranaense apresenta perda de ritmo neste início de 2026, acompanhando um movimento de desaceleração mais amplo. Ainda assim, o desempenho acumulado em 12 meses mostra que o estado mantém uma base sólida, sustentada por um setor de serviços forte, expansão da renda e investimentos em infraestrutura turística. O desafio agora está em preservar competitividade e estimular a continuidade desse crescimento em um ambiente mais moderado”, avaliou.

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