🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Brasil

Transfobia: Chamada de João, Erika Hilton processa Eduardo Bolsonaro

Deputada federal, que é trans, cobra R$ 20 mil de indenização por danos morais

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
erika hilton
erika hilton — Crédito: Reprodução Internet

A deputada Federal Erika Hilton ingressou com ação judicial contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, acusando-o de praticar transfobia em publicações feitas na rede social X. O processo tramita na 1ª vara do JEC de São Paulo.

Processo se deu após o filho do ex-presidente Bolsonaro chamá-la de "João" nas redes sociais. Na ação, Erika, que é uma mulher trans e uma das vozes mais ativas na defesa dos direitos da população LGBTQIA+ no Congresso, pede indenização de R$ 20 mil por danos morais. Ela também requer a exclusão imediata da postagem ofensiva e a proibição de novas manifestações semelhantes por parte do parlamentar.

O embate teve início em 10 de julho, quando Erika usou seu perfil na rede social para criticar Eduardo Bolsonaro. Na ocasião, ela defendeu o bloqueio dos bens e perfis do deputado, argumentando que ele teria incentivado o ex-presidente norte-americano Donald Trump a impor uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras.

"Estou pedindo à Justiça o bloqueio bens, doações, contas bancárias e perfis em redes sociais de Eduardo Bolsonaro, assim como sua condenação pelo crime de lesa-pátria. Eduardo Bolsonaro foi responsável por articular os ataques e as tarifas aplicadas por Trump contra o Brasil. E agora ele está organizando, nas redes sociais, um movimento para agradecer Trump e incentivar novos ataques contra o nosso país", escreveu a parlamentar.

Três dias depois, Eduardo reagiu com uma publicação em que se referiu a Erika pelo nome masculino "João". A postagem, ainda disponível no perfil do deputado, foi anexada ao processo como prova de desrespeito à identidade de gênero da parlamentar. Além disso, o processo inclui outros registros em que Eduardo utiliza pronomes masculinos ao se referir à deputada.

"Não sabia que o João havia pedido bloqueio dos meus bens. João, óh, futebol sábado hein! Não vai faltar...", publicou o filho do ex-presidente.

Crime

Vale lembrar que, em 2019, o STF esclareceu que configuram crime atos de homofobia e transfobia, e determinou que, para esses casos, seja aplicada a lei do racismo, até que haja lei específica sobre o tema (ADO 26 e MI 4.733). 

Com informações Portal Migalhas 

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.