🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Tijolinho: Formighieri critica pedágios, Porto de Paranaguá e venda de estatais no Paraná

Marcos Formighieri, fez duras críticas à gestão de áreas estratégicas do Estado, levantando polêmicas sobre temas importantes

Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Tijolinho com Marcos Formighieri
Tijolinho com Marcos Formighieri — Crédito: Gazeta do Paraná

No programa “Tijolinho”, transmitido pelo podcast GCast, da Gazeta do Paraná, o diretor do jornal, Marcos Formighieri, fez duras críticas à gestão de áreas estratégicas do Estado, levantando polêmicas sobre contratos de pedágio, operações no Porto de Paranaguá e a venda de empresas públicas. As declarações apontam para um cenário que, segundo Fomighieri, exige maior transparência e fiscalização por parte das autoridades.

O debate sobre os novos contratos de pedágio no Paraná, que ainda gera descontentamento popular, foi um dos principais pontos levantados por Formighieri. Ele classificou o modelo adotado como prejudicial à economia paranaense e destacou que a atual estrutura beneficia grupos de fora do estado, deixando de lado empresas locais e até cooperativas que poderiam concorrer em lotes menores.

Segundo Formighieri, a concentração de trechos em grandes pacotes impede que o lucro gerado fique no Paraná, drenando recursos que poderiam ser revertidos em melhorias nas rodovias e em desenvolvimento regional.

“Converse com qualquer administrador de cooperativa, e ele tem a conta na ponta da língua, o quanto custa o pedágio. O quanto onera o custo da produção e da entrega dos produtos, essa tarifa exorbitante do pedágio. Então não seria o caso então senhores governantes, vocês que tem um discurso mentiroso, voltado para o interesse e defesa da economia do Paraná, por que não nos voltamos para entregar o serviço dos pedágios a empresas paranaenses?”, questionou Marcos.

As críticas se ampliaram quando o assunto foi o Porto de Paranaguá, classificado por Formighieri como uma “caixa-preta histórica”. Ele mencionou investigações recentes sobre tráfico internacional de drogas no local e defendeu que a apuração também alcance os processos de licitação de áreas públicas.

“O Porto de Paranaguá sempre foi uma caixa-preta. Vocês não imaginam quanta gente enriqueceu em atividades ilegais e fraudulentas no porto. A Gazeta do Paraná nos seus mais de 30 anos de existência, tem denunciado isso sistematicamente”, disse Formighieri.

Marcos citou como exemplo um terreno vendido por R$ 1 milhão e, pouco depois, revendido por R$ 36 milhões. Para ele, a discrepância nos valores levanta suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e até de ligação com atividades criminosas.

Venda de estatais: Celepar e Copel em pauta

Formighieri também criticou a condução das negociações envolvendo estatais paranaenses. A Celepar, responsável por dados sigilosos dos cidadãos, estaria em processo de venda sob “segredo de justiça”, algo que ele classificou como preocupante.

“Tão vendendo patrimônio público para quem? A Gazeta já disse quem vai comprar aquilo lá. Mas estão vendendo patrimônio público em segredo de justiça. Não dizem o que estão vendendo e não mostram os interessados”, questionou.

Outro alvo das críticas foi a Copel Telecom. Ele mencionou uma suposta perda de R$ 100 milhões na operação, levantando a hipótese de que o prejuízo encobriria o pagamento de propina. As acusações, se comprovadas, poderiam indicar práticas de má-fé na gestão de ativos públicos.

Cascavel: alerta sobre a “Muralha Digital”

Em tom de alerta, Formighieri também se dirigiu ao prefeito de Cascavel, Renato Silva. Ele pediu cautela diante da proposta de destinar R$ 3 milhões para a implantação de uma “Muralha Digital” no município. O apresentador sugeriu que a prefeitura desenvolva o projeto com equipe própria, evitando a contratação de soluções prontas que, segundo ele, em outras cidades não entregaram os resultados prometidos.

“A segurança pública é uma prioridade e uma necessidade. Como prioridade, a segurança pública só está abaixo da saúde. Você pode aumentar a segurança instalando câmeras, sensores, utilizando instrumentos eletrônicos que ampliam a capacidade do poder público de tomar conhecimento e rapidamente combater a bandidagem. Mas, prefeito, certamente atrás dos R$ 3 milhões da emenda, vai aparecer um ou dois picaretas para te vender o projeto da Muralha Digital para Cascavel. Toda e qualquer coisa que envolva tecnologia nova, modernidade, está dominado pela picaretagem”, destacou Marcos.

Como exemplo, citou Curitiba, onde investimentos elevados não teriam garantido a melhoria esperada na segurança. “É preciso cuidado com a picaretagem”, advertiu, defendendo que os recursos sejam aplicados com rigor técnico e responsabilidade.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.