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tico kuzma — Crédito: Rodrigo Fonseca/CMC

Tico Kuzma passa a responder representação por quebra de decoro após operação do Gaeco

Pedido foi protocolado na Câmara de Curitiba após operação do Gaeco que investiga suposta rachadinha e venda de cargos no gabinete da Presidência

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Tico Kuzma (PSD), passou a responder a uma representação por suposta quebra de decoro parlamentar. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (29) pelo vereador Da Costa (União), um dia após o gabinete da presidência da Casa ser alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo a Câmara Municipal, a representação será analisada inicialmente pela Mesa Diretora, que terá prazo de até cinco dias para verificar se o documento atende aos requisitos previstos no Regimento Interno.

Caso a representação seja considerada apta, o processo será encaminhado à Corregedoria da Casa, comandada atualmente pela vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), que ficará responsável pela condução dos procedimentos cabíveis.

Em razão de ser o alvo da representação, Tico Kuzma não participará da reunião da Mesa Diretora que analisará o pedido.

Operação do Gaeco

A representação foi apresentada após a deflagração da operação "Prática Corrente", realizada pelo Núcleo de Curitiba do Gaeco. A investigação apura suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha", esquema em que assessores seriam obrigados a devolver parte dos salários ao agente público.

Na segunda-feira, o Ministério Público do Paraná cumpriu 13 mandados judiciais, incluindo buscas no gabinete de Tico Kuzma, na Presidência da Câmara e em outros endereços ligados aos investigados.

Durante a operação, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e dinheiro em espécie, materiais que serão analisados no decorrer das investigações.

Câmara e vereador se manifestaram

Em nota divulgada após a operação, a Câmara Municipal informou que autorizou o acesso das equipes do Gaeco às dependências do Legislativo e afirmou que colaborará com as investigações.

Na ocasião, a Casa também declarou que ainda não havia sido formalmente comunicada sobre o conteúdo da apuração conduzida pelo Ministério Público.

Tico Kuzma também se manifestou após a operação. O vereador afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação, disse confiar na Justiça e declarou que irá colaborar integralmente com o Ministério Público para o esclarecimento dos fatos.

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