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carteira de trabalho — Crédito: FOTO: Valquir Aureliano/SECOM (arquivo)
Público › Brasil

Desemprego cai para 5,6% e atinge menor taxa da história para o trimestre, aponta IBGE

País soma 102,7 milhões de pessoas ocupadas, enquanto rendimento médio do trabalhador chega a R$ 3.726.

Gabriel Porta · · 3 min de leitura

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio e alcançou o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma leve queda em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando a taxa era de 5,8%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice ficou em 6,2%, a redução foi de 0,6 ponto percentual.

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o desempenho confirma a continuidade do aquecimento do mercado de trabalho brasileiro.

"O mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra", afirmou.

País tem 6,1 milhões de desempregados

A pesquisa aponta que o Brasil encerrou o trimestre com 6,1 milhões de pessoas desocupadas. O número permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando havia 6,2 milhões de desempregados, mas representa queda de 9,3% frente ao mesmo período do ano passado.

Já a população ocupada chegou a 102,7 milhões de trabalhadores, alta de 0,5% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro. Na prática, isso significa que mais 558 mil pessoas passaram a exercer alguma atividade remunerada.

A Pnad Contínua considera como desocupadas apenas as pessoas com 14 anos ou mais que procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa é realizada em cerca de 211 mil domicílios distribuídos por todos os estados e pelo Distrito Federal.

Rendimento médio cresce 4% em um ano

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio.

O valor permaneceu estável em relação ao levantamento anterior, quando era de R$ 3.756, mas registrou crescimento de 4% na comparação com o mesmo período de 2025. Os valores divulgados pelo IBGE já consideram o desconto da inflação.

Informalidade atinge 38,3 milhões de trabalhadores

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores.

O índice é ligeiramente inferior ao registrado um ano antes, quando era de 37,8%. Nessa categoria estão empregados sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem registro e autônomos sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), entre outros profissionais que não contam com direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro salário e seguro-desemprego.

Maioria contribui para a Previdência

O levantamento também mostra que 66,6% dos trabalhadores ocupados contribuíram para algum regime previdenciário no período analisado.

Ao todo, são 68,4 milhões de pessoas que recolhem contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou a regimes próprios de estados, municípios e da União, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE ressalta que trabalhadores informais também podem contribuir para a Previdência na condição de segurados individuais.

Série histórica

Apesar de representar o menor índice para um trimestre encerrado em maio, a menor taxa de desemprego já registrada pela Pnad Contínua foi de 5,1%, no trimestre encerrado em novembro de 2025.

Já o maior percentual da série histórica ocorreu durante a pandemia de covid-19, quando a taxa chegou a 14,9% nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

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