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Superlotação no HU expõe crise na regulação de leitos e vira alvo de denúncia na Câmara de Cascavel

Vereador aponta “festa de encaminhamentos”, diz que casos não urgentes estão sendo enviados ao Hospital Universitário e cobra atuação mais rigorosa do sistema de regulação

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
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huop — Crédito: José Fernando Ogura/AEN

A superlotação do Hospital Universitário (HU) de Cascavel voltou ao centro do debate político nesta semana, após o vereador Edson Souza (MDB) levar à tribuna da Câmara uma série de dados e críticas ao funcionamento da regulação de leitos na região. O parlamentar apontou um cenário de pressão constante sobre a unidade e atribuiu o problema ao que classificou como uso indevido das chamadas “determinações regulatórias”.

Segundo os números apresentados, somente em 2025 foram registradas 4.870 determinações regulatórias envolvendo o HU, o que representa uma média mensal de 406 encaminhamentos. Em 2026, o ritmo se mantém: já são 1.245 casos, com média de 415 por mês .

Apesar do volume, o foco da crítica não está apenas na quantidade, mas na forma como o mecanismo tem sido utilizado. O vereador afirmou que a regulação, que deveria ser acionada em situações excepcionais para garantir atendimento imediato, estaria sendo usada de forma indiscriminada. “Virou uma festa de determinação regulatória”, disse da tribuna, ao relatar que o instrumento tem sido aplicado em casos que não se enquadrariam como urgência ou alta complexidade.

Na avaliação do parlamentar, a prática tem provocado um efeito direto na superlotação do hospital, que passa a absorver demandas que poderiam ser resolvidas em outras unidades da rede. “Ao invés de tentar resolver o problema, encontrar um leito ou um caminho, simplesmente encaminha para o HU e deixa o hospital se virar”, criticou .

Entre os principais problemas apontados está o envio de pacientes de média complexidade para um hospital estruturado para atendimentos de maior gravidade. De acordo com o vereador, essa distorção compromete a capacidade de resposta da unidade e prejudica o atendimento de casos realmente críticos.

Outro ponto levantado é o encaminhamento de pacientes de outros municípios sem a devida necessidade. Segundo o relato, há situações em que o atendimento poderia ser realizado na cidade de origem, mas acaba sendo transferido para Cascavel, ampliando a pressão sobre o sistema local.

O parlamentar também citou casos de pacientes que chegam ao HU por determinação regulatória e sequer necessitam de internação, sendo liberados após atendimento inicial. Para ele, esse tipo de ocorrência evidencia falhas no processo de triagem e na gestão da regulação.

Diante do cenário, Edson Souza afirmou que a Comissão de Saúde da Câmara deve intensificar o acompanhamento da situação e cobrar providências dos órgãos responsáveis. Ele também fez menção direta à central de regulação de leitos, pedindo maior rigor na aplicação dos critérios.

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