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Sistema FAEP cobra ações emergenciais para produtores e moradores atingidos por tornado no Paraná

Entidade pede levantamento imediato dos prejuízos, restabelecimento prioritário da energia e criação de crédito emergencial para famílias e produtores rurais afetados

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Tornados no Paraná
Tornados no Paraná — Crédito: Divulgação

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O Sistema FAEP cobra dos governos estadual e federal a adoção de medidas emergenciais para atender moradores e produtores rurais atingidos pelo tornado e pelas fortes tempestades registradas no Paraná no sábado (8). O fenômeno provocou estragos em áreas urbanas e rurais, com danos em casas, galpões e granjas, além da queda de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Segundo informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e da Defesa Civil, houve registros de tempestades em municípios como Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora.

Diante dos prejuízos, o Sistema FAEP e os sindicatos rurais defendem que as Defesas Civis municipais façam, com urgência, o levantamento dos danos e iniciem o atendimento às comunidades atingidas. A entidade também informou que vai encaminhar ofícios às Secretarias Estaduais da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Copel, cobrando providências.

Entre as medidas solicitadas estão a prioridade no restabelecimento da energia elétrica e a criação de linhas de crédito emergenciais e pré-aprovadas para moradores e produtores que tiveram prejuízos.

“O que a população das áreas rural e urbana precisa é de uma resposta imediata e coordenada do Poder Público”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. Segundo ele, os mecanismos emergenciais são necessários para que as famílias e produtores possam iniciar a reconstrução e retomar as atividades.

Meneguette também criticou a demora na adoção de medidas práticas após os eventos climáticos extremos. Em julho, uma reunião na Assembleia Legislativa do Paraná discutiu os efeitos do El Niño no Estado e estratégias de prevenção diante da possibilidade de aumento de fenômenos como vendavais, granizo e tornados.

Para o dirigente, é necessário transformar as discussões em ações efetivas. “Não adianta fazer reunião e dizer que está equipado, se quando ocorre um tornado não há medidas de auxílio efetivas. Precisamos de ações práticas, de forma ágil”, afirmou.

De acordo com o Sistema FAEP, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais na última década. As ocorrências atingiram os 399 municípios, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e provocaram prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

A entidade também alerta para a necessidade de ampliar as medidas preventivas diante da possibilidade de novos eventos climáticos extremos nos próximos meses e anos.

### Caso de Rio Bonito do Iguaçu preocupa

O Sistema FAEP cita como exemplo o tornado que atingiu a região Centro-Sul do Paraná em novembro de 2025, especialmente o município de Rio Bonito do Iguaçu. O desastre também provocou estragos em Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Guarapuava e Candói.

Segundo a entidade, nove meses após o desastre, agricultores e pecuaristas da região ainda enfrentam dificuldades para acessar medidas de apoio destinadas à reconstrução das propriedades.

Para o presidente do Sistema FAEP, a situação não pode se repetir com os municípios atingidos pelas tempestades deste fim de semana. A entidade afirma que continuará cobrando dos governos estadual e federal alternativas para auxiliar agricultores e pecuaristas na recuperação das áreas atingidas.

Foto: Divulgação 

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