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Sindicato rebate Eduardo Oinegue após declarações sobre privatização da Celepar

Entidade afirma que o debate sobre a privatização da Celepar envolve questões técnicas, jurídicas e de segurança da informação e convida o jornalista para conhecer os estudos sobre o processo

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Celepar
Celepar — Crédito: AEN

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O Sindicato dos Empregados em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR) divulgou uma nota pública nesta terça-feira (4) em resposta às declarações do jornalista Eduardo Oinegue sobre o processo de privatização da Celepar. A manifestação foi motivada por comentários feitos durante o programa BandNews FM No Meio do Dia, em que o apresentador abordou o tema da venda da companhia de tecnologia do Governo do Paraná.

Durante a participação, Oinegue afirmou que o debate sobre a privatização estaria sendo tratado de forma equivocada. Segundo o jornalista, a discussão não envolve a venda do banco de dados do Estado, mas sim da infraestrutura da empresa, destacando que os dados sensíveis continuariam sob administração do governo estadual.

Ao comentar o assunto, ele também afirmou que a Celepar atualmente presta serviços ao Estado por valores superiores aos que poderiam ser praticados e disse que o tema extrapola os limites do Paraná.

"Hoje a Celepar é uma empresa que vende serviços para o Estado mais caro do que poderia vender. Parece que é um assunto do Paraná, mas é um assunto brasileiro", declarou.

Sindicato critica simplificação do debate

Na nota, o SINDPD-PR afirma que as declarações minimizam a complexidade da discussão sobre a privatização da empresa pública.

Segundo a entidade, tratar o tema apenas como uma posição favorável ou contrária à venda da companhia ignora questões que atualmente são analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), pelo Ministério Público e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O sindicato também contesta a avaliação de que a Celepar estaria tecnologicamente defasada.

De acordo com a nota, a empresa possui reconhecimento internacional por projetos nas áreas de inteligência artificial, infraestrutura de alta performance e processamento seguro de dados sensíveis. A entidade afirma ainda que a companhia opera sistemas estratégicos do Estado utilizando tecnologias modernas de biometria, autenticação digital e integração de bases governamentais.

Privatização é alvo de análises

Outro ponto destacado pelo sindicato é que a oposição à privatização não se restringe às entidades representativas dos trabalhadores.

Segundo o SINDPD-PR, o processo vem sendo acompanhado por órgãos de controle e fiscalização, envolvendo discussões relacionadas à proteção de dados, segurança da informação, transparência e interesse público.

A nota também cita que iniciativas estaduais, como o programa Olho Vivo, são objeto de procedimentos de fiscalização, afirmando que esse contexto precisa integrar o debate público sobre a venda da companhia.

Convite ao jornalista

Ao final da manifestação, o sindicato defende que o papel do jornalismo é confrontar diferentes versões, ouvir diversas fontes e analisar documentos públicos.

A entidade convida Eduardo Oinegue a conhecer os aspectos técnicos e jurídicos que fundamentam as discussões sobre a privatização da Celepar, afirmando que isso pode contribuir para um debate baseado em fatos, evidências e transparência.

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