🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Sessão da Alep expõe embate sobre Moro e antecipa disputa eleitoral

Troca de acusações entre deputados, menções à Lava Jato e ao caso Banestado e promessa de CPI marcam debate em plenário

Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
.
. — Crédito: Valdir Amaral

A sessão desta terça-feira (7) da Assembleia Legislativa do Paraná foi marcada por um embate direto entre parlamentares em torno do senador Sérgio Moro, após sua passagem pela Casa no dia anterior. O episódio evidenciou a antecipação do debate político relacionado à sucessão estadual de 2026.

O líder da oposição, Arilson Chiorato (PT), questionou a trajetória recente do senador e destacou a mudança de posicionamento político ao longo dos últimos anos.

“Depois de tudo que ele falou, denunciou e criticou, Sérgio Moro resolveu se filiar ao PL. O mesmo grupo político que ele acusava no passado. O que mudou? Ou os fatos, ou a conveniência”, afirmou.

Durante o discurso, o parlamentar também mencionou a possibilidade de retomada de discussões sobre o caso Banestado na Assembleia.

“Essa casa tem que retomar o caso Banestado. Vamos propor uma CPI para investigar o que aconteceu de fato”, disse.

 

Reação e aumento da tensão

As declarações geraram reação de deputados da base alinhada ao PL. O deputado Delegado Jacovós saiu em defesa de Moro e criticou as falas da oposição.

“Não vão manchar o nome de um juiz íntegro como o senador Moro. Quem foi condenado neste país não foi o Moro”, afirmou.

O debate evoluiu para trocas de acusações mais duras entre parlamentares. O deputado Tito Barrichello também criticou o posicionamento da oposição, enquanto Ricardo Arruda reforçou o discurso de enfrentamento político.

Durante o confronto, Delegado Jacovós afirmou que responderia aos ataques “na mesma medida”.

“Se for preciso tiro, porrada e bomba, aqui vai ter tiro, porrada e bomba”, disse.

A fala provocou reação do líder da oposição.

“Se vai ter tiro, porrada e bomba aqui, pode preparar. Revidação vai ter. Medo eu não tenho”, respondeu Arilson.

 

Intervenção com referência factual

Em meio ao embate, o deputado Luiz Claudio Romanelli buscou contextualizar o debate ao citar o episódio da saída de Moro do Ministério da Justiça, em 2020.

“Eu fui no Google e perguntei por que Sérgio Moro saiu do Ministério da Justiça. A resposta é clara: ele saiu acusando interferência política na Polícia Federal”, afirmou.

Romanelli acrescentou que se trata de um episódio público e registrado.

“Isso é um fato histórico, não é opinião”, disse.

 

Referências à Lava Jato e novas frentes de debate

Além das críticas políticas, deputados também trouxeram à discussão aspectos relacionados à atuação de Moro na Operação Lava Jato. O deputado Doutor Antenor mencionou relatório do Conselho Nacional de Justiça sobre a gestão de recursos vinculados à operação.

“O relatório aponta irregularidades que precisam ser debatidas”, afirmou.

Na sequência, a oposição voltou a citar o caso Banestado como possível objeto de investigação no âmbito da Assembleia.

 

Disputa de narrativa

Parlamentares alinhados a Moro defenderam sua atuação no combate à corrupção e criticaram as acusações feitas durante a sessão.

“O senador Moro representa uma alternativa e não vamos aceitar ataques levianos”, afirmou um deputado durante o debate.

A troca de discursos evidenciou uma disputa de narrativas sobre a trajetória política do senador, com referências tanto ao período da Lava Jato quanto à sua atuação no governo federal e ao posicionamento atual.

 

Clima de antecipação eleitoral

A sessão também indicou a intensificação do debate político com foco nas eleições de 2026. Mesmo sem tratar diretamente de projetos legislativos relacionados ao tema, os discursos concentraram-se na avaliação de trajetórias políticas e no posicionamento de lideranças.

O plenário registrou momentos de tensão, com elevação do tom entre parlamentares e necessidade de intervenção da presidência para condução dos trabalhos.

O episódio sinaliza que o debate eleitoral já começa a ganhar espaço dentro da Assembleia, com reflexos diretos nas discussões em plenário.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.