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Servidores da saúde pressionam governo para cumprir promessa de reajuste da GAS

Segundo o SindSaúde-PR, a GAS acumulava uma defasagem de aproximadamente 53%, e o reajuste oferecido representava apenas parte da recomposição reivindicada pelos trabalhadores

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
saúde
saúde — Crédito: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

A promessa de recomposição da Gratificação de Atividade em Saúde (GAS) voltou ao centro das reivindicações dos trabalhadores da saúde estadual. Após meses de espera e sucessivas mobilizações, servidores cobram do Governo do Paraná o cumprimento da proposta apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em março de 2025, que previa um reajuste de 22%, dividido em duas parcelas.

Na época, a proposta foi levada à assembleia da categoria e aceita pelos servidores sob uma condição: que o restante da defasagem da gratificação fosse discutido em negociações futuras. Segundo o SindSaúde-PR, a GAS acumulava uma defasagem de aproximadamente 53%, e o reajuste oferecido representava apenas parte da recomposição reivindicada pelos trabalhadores.

Passados mais de um ano desde o anúncio, o percentual prometido ainda não foi incorporado aos vencimentos dos servidores. A demora tem gerado insatisfação entre a categoria, que intensificou a pressão sobre o governo estadual.

Ao longo desse período, o sindicato promoveu diversos atos em frente à sede da Sesa e encaminhou sucessivos pedidos de reunião para discutir a implementação da proposta e outros temas relacionados às condições de trabalho dos profissionais da saúde.

De acordo com o SindSaúde, a resposta mais recente encaminhada pela Secretaria informa apenas que a solicitação de reunião "continua pendente" e que será avaliada a "viabilidade de uma agenda institucional" para tratar do assunto. A entidade afirma que considera insuficiente o retorno e cobra uma posição definitiva sobre a implantação do reajuste prometido.

Enquanto aguarda uma resposta concreta do Executivo, o sindicato prepara uma nova mobilização para manter a pauta em evidência. Além da realização de atos públicos, a entidade também orienta os servidores a intensificarem a cobrança junto ao governador e aos secretários estaduais para que a recomposição anunciada em março de 2025 seja efetivamente cumprida.

Para o SindSaúde, a implementação dos 22% representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo próprio governo durante as negociações com a categoria. A entidade sustenta que a recomposição é necessária para reduzir as perdas acumuladas pelos trabalhadores da saúde e afirma que continuará promovendo mobilizações até que haja uma definição sobre o pagamento da gratificação.

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