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Sandro Alex prometeu restaurar e colocar Maria Fumaça em funcionamento, mas projeto não saiu do papel

Enquanto antiga promessa do ex-secretário de Infraestrutura não avançou, Fecomércio assume revitalização da locomotiva histórica com investimento de R$ 1,35 milhão

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Maria Fumaça de Ponta Grossa
Maria Fumaça de Ponta Grossa — Crédito: Divulgação

A histórica Locomotiva Maria Fumaça nº 250, símbolo ferroviário de Ponta Grossa, voltou ao centro das discussões após o Serviço Social do Comércio (Sesc Paraná) concluir a licitação para revitalização completa da máquina. O caso também reacendeu críticas sobre promessas feitas pelo ex-secretário estadual de Infraestrutura, Sandro Alex, que chegou a garantir publicamente recursos e o retorno da locomotiva aos trilhos, mas nunca concretizou o projeto.

A empresa Justus, Kilpp & Cia Ltda ME foi a vencedora da concorrência aberta pelo Sesc e executará os serviços pelo valor de R$ 1,35 milhão. O projeto prevê a restauração da locomotiva e do tender, além da transferência da Maria Fumaça do Parque Ambiental para a Estação Saudade.

A proposta inclui tanto a recuperação estética quanto a parte mecânica da locomotiva, incluindo a caldeira, com expectativa futura de recolocá-la em funcionamento.

A nova iniciativa surge após anos de promessas, anúncios e entraves burocráticos que impediram a recuperação efetiva da máquina histórica. Durante esse período, a locomotiva permaneceu exposta ao tempo, sofrendo desgaste, vandalismo e deterioração.

Prometeu e não entregou

Durante entrevista concedida a uma emissora de televisão, Sandro Alex afirmou que os recursos para restauração já estavam assegurados e prometeu colocar a Maria Fumaça novamente em operação no trajeto turístico entre Ponta Grossa, Carambeí e Castro.

O que disse Sandro Alex

“Nós destinamos um recurso para que a Maria Fumaça, ela possa ser, a palavra até me fugiu, restaurada a restauração da Maria Fumaça, eu me parece que é mais de meio milhão de reais também e o projeto está com a Secretaria de Cultura para que eles possam restaurá-la me parece que talvez a gente tem que fazer em duas etapas porque tem a restauração da Maria Fumaça e daí tem o motor também dela que é, na verdade, é a parte mecânica dela Chibiluca sabe bem disso, a caldeira, e precisa talvez fazer em duas etapas uma a própria Maria Fumaça e a outra a caldeira mas não há problema, nós vamos colocar em funcionamento nós poderíamos restaurá-la sem colocar em funcionamento não, nós temos que restaurá-la e colocar em funcionamento. Se tiver que fazer em duas etapas, eu vou destilar mais um recurso para arrumar toda ela. Porque a minha intenção era fazer inclusive o percurso original. Um percurso que sairia de Ponta Grossa, passaria por Carambeí, onde tem inclusive agora o Parque Histórico, e iria até Castro. Então, passeio maravilhoso. O primeiro passo já foi dado. O recurso, inclusive, me parece que já está até empenhado. Ou seja, está já assegurado, finalizado”.

Apesar da promessa e das declarações públicas, o projeto não avançou durante o período em que Sandro Alex esteve à frente da Secretaria de Infraestrutura do Paraná.

A Locomotiva 250 chegou a receber um restauro estético em 2019, realizado pelo Exército em parceria com a prefeitura e empresas privadas, mas a recuperação completa e o retorno operacional nunca ocorreram.

Entre 2023 e 2025, a proposta de transferência para a Estação Saudade enfrentou dificuldades logísticas, entraves técnicos e problemas relacionados ao transporte da locomotiva, incluindo a exigência de seguro especializado.

Agora, com a conclusão da licitação do Sesc, a expectativa é que o restauro completo leve entre 12 e 14 meses para ser finalizado.

Construída em 1942 nas oficinas da antiga Rede Ferroviária Federal em Ponta Grossa, a Maria Fumaça nº 250 é considerada um dos principais símbolos ferroviários dos Campos Gerais e peça histórica ligada ao desenvolvimento econômico da região.

Foto: Divulgação

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