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Sandro Alex é cobrado por obras prometidas que não saíram do papel

Denúncias sobre obras públicas paralisadas e promessas não cumpridas ganham repercussão no Estado; em Ponta Grossa, prefeita Elizabeth Schmidt já cobrou recursos para pavimentação e apontou entraves em projetos

Repórter Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Sandro Alex
Sandro Alex — Crédito: Divulgação

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As promessas de grandes obras públicas no Paraná voltam ao centro do debate político com a aproximação das eleições de 2026. Em diferentes regiões do Estado, projetos anunciados, iniciados ou previstos enfrentam atrasos, paralisações ou ainda não saíram do papel, alimentando críticas sobre planejamento, execução e aplicação dos recursos públicos.

Um dos exemplos é Ponta Grossa. A prefeita Elizabeth Schmidt já denunciou dificuldades para viabilizar obras de pavimentação e cobrou do Governo do Estado a liberação de recursos. Em entrevista à imprensa, ela afirmou que precisava de R$ 160 milhões para cumprir a promessa de ampliar a pavimentação da cidade. Na ocasião, o governo estadual contestou a informação e afirmou que não havia recebido solicitação formal desse valor. Também apontou que recursos já destinados ao município não haviam sido liberados por falta de projetos ou de certidão liberatória.

A situação mostra como anúncios de investimentos podem acabar se transformando em uma disputa política entre governos, enquanto a população continua esperando pela obra prometida. Em Ponta Grossa, por exemplo, a própria administração municipal anunciou novos quilômetros de pavimentação em 2026, enquanto outras intervenções enfrentaram atrasos e necessidade de novos contratos ou ajustes.

As críticas não se limitam à pavimentação. Obras públicas anunciadas com grande expectativa também passaram a ser questionadas quando os prazos não são cumpridos ou quando os projetos permanecem inconclusos. O problema envolve diferentes municípios e áreas, como infraestrutura, mobilidade, saúde e saneamento.

Crítica vira música 

O tema ganhou ainda um componente político nas redes sociais. Uma música passou a circular na internet fazendo críticas às obras paralisadas, às promessas de campanha e à situação da infraestrutura paranaense. A letra cita diretamente o candidato ao Governo do Paraná Sandro Alex e questiona a população sobre obras que foram anunciadas, mas ainda aguardam conclusão.

A música também faz referências à ponte de Guaratuba e levanta questionamentos sobre denúncias relacionadas a contratos e possíveis irregularidades. Nesse ponto, é importante separar crítica política de acusação: suspeitas de superfaturamento ou qualquer outra irregularidade precisam ser investigadas e comprovadas pelos órgãos competentes.

Em outro trecho, a música aborda problemas de água, energia elétrica e estradas e utiliza a repetição de uma frase para reforçar a crítica: “não dá para continuar”. A composição termina com uma cobrança direta: “Cadê as obras? Cadê o resultado para mostrar?”.
A circulação da música nas redes sociais demonstra como o tema das obras públicas começa a ser incorporado ao debate eleitoral. 

Mais do que a disputa entre grupos políticos, porém, a questão central envolve a cobrança por transparência, cronogramas, fiscalização e entrega efetiva dos projetos anunciados.

No caso de Ponta Grossa, documentos e manifestações públicas mostram que há obras em andamento e novos contratos de pavimentação, mas também existem históricos de atrasos e projetos que precisaram ser relicitados ou prorrogados.

Para o eleitor, a pergunta que fica é simples: quanto foi anunciado, quanto foi efetivamente contratado, quanto já foi pago e, principalmente, quais obras foram entregues?
É essa diferença entre promessa e resultado que deve entrar na pauta da campanha eleitoral de 2026.

Confira a música na íntegra abaixo:

Foto: Divulgação 

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