🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Relatório final da CPI sobre denúncias em CMEIs começa a ser lido na Câmara de Cascavel

CPI analisou mais de 1,2 mil páginas e ouviu 43 pessoas em apuração sobre possíveis irregularidades e denúncias de violência sexual na rede municipal.

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
CPI Abuso sexual
CPI Abuso sexual — Crédito: Divulgação

Eliane Alexandrino/Cascavel

A Câmara Municipal de Vereadores de Cascavel iniciou, na manhã desta quarta-feira (19), a leitura do relatório conclusivo da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou possíveis irregularidades no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) nº 4118/2021 e denúncias de violência sexual contra crianças em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e escolas da rede municipal. As situações analisadas foram comunicadas à Secretaria Municipal de Educação entre 2019 e 2024. A CPI foi instaurada em 26 de junho de 2025.

O colegiado foi composto pelo presidente Everton Guimarães (PMB), pelo relator Hudson Moreschi (PODE), pelo secretário Contador Mazutti (PL) e pelos membros Antonio Marcos (PSD) e Valdecir Alcantara (PP).

Durante os trabalhos, foram ouvidas 43 pessoas e analisadas mais de 1,2 mil páginas de documentos, resultando em um relatório final de 123 páginas. O documento apresenta as competências e limites da CPI, uma linha do tempo dos fatos desde 2019, os relatos de mães, profissionais da educação e gestores municipais, além da análise documental e das recomendações finais.

O objetivo do relatório, conforme o documento oficial, é “apresentar a análise conclusiva sobre possíveis irregularidades e/ou ilegalidades existentes na condução do Processo Administrativo Disciplinar nº 4118/2021, conforme apurado pela sindicância nº 59.175/2025, bem como denúncias e Processos Administrativos Disciplinares da Controladoria-Geral do Município que envolvam especificamente violência sexual em crianças e pedofilia em CMEIs e escolas municipais de Cascavel, relatados à Secretaria Municipal de Educação no período de 2019 a 2024”.

 Pontos principais do relatório

•          Instalação da CPI: 26 de junho de 2025

•          Pessoas ouvidas: 43

•          Páginas analisadas: mais de 1,2 mil

•          Extensão do relatório final: 123 páginas

•          Etapas apresentadas: descrição das competências, linha do tempo, oitivas de mães, profissionais da educação e gestores, análise documental e recomendações.

 

Falhas apontadas após as oitivas das mães

A etapa dedicada às oitivas das mães revelou indícios de falhas sistêmicas na rede de proteção à criança e ao adolescente, segundo o relatório. Os depoimentos, embora referentes a períodos e situações distintas, apontam para um padrão comum: omissão institucional na apuração de suspeitas de violação de direitos.

Os relatos indicam que as mães passaram por momentos de descrença inicial, medo de não serem levadas a sério e falta total de informação sobre canais gratuitos de denúncia, como Conselho Tutelar, NUCRIA e delegacias especializadas.

“Os depoimentos pintam um quadro de profundo desamparo. As mães passaram por fases de descrença inicial, medo de não serem levadas a sério e falta absoluta de informação sobre os canais de denúncia gratuitos”, afirmou o relator Hudson Moreschi.

As mães relataram suspeitas de abuso sexual, agressões físicas e sintomas físicos graves, comunicados às diretorias dos CMEIs. O documento afirma que, em nenhum dos casos, a Secretaria Municipal de Educação teria feito contato proativo para investigar os relatos ou verificar a existência de novos episódios.

Segundo o relatório, essa falta de ação persistiu mesmo após a condenação criminal do agente de apoio envolvido no caso mais grave.

Sobre o caso

O ex-agente de apoio da rede municipal foi condenado a 30 anos de prisão por abusar de um menino de 3 anos. O crime ocorreu em 2019, e a denúncia foi formalizada em 2020. Apesar disso, o servidor permaneceu em atividade até novembro de 2024. A sentença condenatória foi proferida em março de 2025.

A manutenção do servidor no cargo durante quase cinco anos gerou preocupação e críticas entre pais de alunos, que passaram a questionar a demora no desligamento e a ausência de medidas mais rígidas por parte da administração municipal.

Começa a leitura do relatório da CPI do abuso em Cmei de Cascavel

Foto: Assessoria

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.