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Reforma tributária pode desafiar pequenas e médias empresas do Simples Nacional

Estudo do IBPT mostra que mais de 70% das empresas no Simples não vendem para o consumidor final e podem perder competitividade sem perceber

Redação · · 2 min de leitura
economia
economia — Crédito: Arquivo

A reforma tributária que começa a ser implementada em 2026 promete simplificar impostos sobre consumo, mas traz riscos para pequenas e médias empresas enquadradas no Simples Nacional, especialmente aquelas que atuam no modelo B2B, vendendo produtos ou serviços para companhias maiores. Segundo estudo inédito do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), setores como confecção, logística e tecnologia estão entre os mais vulneráveis, podendo perder contratos e competitividade.

O levantamento “Raio-X do Simples Nacional em 2025” mostra que mais de 70% das empresas do regime simplificado atuam no B2B. Com a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), essas empresas podem se tornar menos atrativas para grandes clientes, que buscarão fornecedores capazes de gerar créditos tributários. O efeito é percebido mesmo antes do fim da transição em 2033.

Enquanto negócios voltados ao consumidor final, como restaurantes e pequenos comércios, permanecem relativamente protegidos, fornecedores de indústrias ou prestadores de serviços especializados terão que reavaliar seu enquadramento e estratégias. Setores específicos mostram a dimensão do impacto: 84,6% das confecções do Simples vendem apenas para lojistas; 62,3% das empresas de logística atendem indústrias; e muitos prestadores de tecnologia prestam serviços para grandes corporações.

O diretor do IBPT recomenda que as empresas busquem assessoria tributária para reorganizar contratos, planejamento e processos internos, além de mobilizar o setor e dialogar com entidades representativas. “É fundamental que os pequenos empresários entendam a dimensão das mudanças e se preparem para não perder espaço no mercado”, alerta.

A reforma, embora tenha como objetivo simplificar e unificar tributos, revela que a transição exigirá adaptação estratégica e vigilância para que o Simples Nacional continue sendo uma ferramenta de inclusão e competitividade para os pequenos negócios.

 
Com informações do InfoMoney
 
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