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Professor Lemos denuncia possível terceirização em colégios agrícolas e alerta para riscos aos internatos

Deputado afirma que servidores concursados podem ser substituídos por terceirizados a partir de julho e cobra diálogo da Secretaria da Educação para preservar a segurança e a qualidade do atendimento aos estudantes

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Deputado Professor Lemos PT
Deputado Professor Lemos PT — Crédito: Assessoria

O deputado estadual Professor Lemos (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná para denunciar uma possível terceirização dos serviços prestados nos internatos dos colégios agrícolas da rede estadual. Segundo o parlamentar, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) pretende retirar os agentes educacionais II concursados que atuam nos alojamentos estudantis e substituí-los por trabalhadores contratados por empresas terceirizadas.

Durante pronunciamento realizado nesta semana, Lemos afirmou que a medida representa um risco à qualidade do atendimento oferecido aos estudantes que permanecem em regime de internato durante os cursos técnicos em agropecuária.

De acordo com o deputado, os agentes educacionais II desempenham funções estratégicas dentro das instituições e acumulam experiência de décadas no acompanhamento dos alunos. Ele destacou que esses profissionais receberam capacitação específica para atuar nos internatos e são responsáveis por garantir segurança, orientação e suporte aos estudantes.

"Há funcionários que atuam há mais de 30 anos nessa função, oferecendo tranquilidade aos alunos e às famílias que confiam seus filhos aos colégios agrícolas", afirmou.

Segundo o parlamentar, a proposta de substituição dos servidores já teria sido apresentada aos diretores das unidades. Conforme relatou, os agentes permaneceriam nas funções apenas até o final de junho, sendo posteriormente removidos para dar lugar à contratação de empresas terceirizadas.

Lemos argumenta que experiências anteriores de terceirização na educação pública demonstraram problemas como alta rotatividade de funcionários, salários reduzidos e falta de vínculo permanente com a comunidade escolar. Na avaliação dele, esses fatores podem comprometer a continuidade do trabalho desenvolvido nos internatos.

O deputado também lembrou que tentativas semelhantes ocorreram em anos anteriores, mas foram revertidas após mobilização da comunidade escolar e diálogo com a Secretaria da Educação.

Ao encerrar o pronunciamento, o parlamentar fez um apelo ao secretário estadual da Educação, Roni Miranda, para que abra diálogo com a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e com representantes dos colégios agrícolas.

Segundo Lemos, a manutenção dos agentes educacionais II é fundamental para garantir a segurança, a estabilidade e a qualidade do atendimento aos estudantes que vivem nos internatos durante a semana letiva. Ele defendeu que o Governo do Estado apresente esclarecimentos sobre a proposta e busque uma solução definitiva para a questão.

Divulgação 

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