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Professor Lemos critica reajuste de 5% e acusa governo de desvalorizar servidores no Paraná

Deputado afirma que índice não recompõe perdas acumuladas e aponta prejuízos à educação

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Deputado Professor Lemos
Deputado Professor Lemos — Crédito: Divulgação

O deputado estadual Professor Lemos (PT) criticou o reajuste de 5% concedido ao funcionalismo público estadual, aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o parlamentar, o índice, proposto pelo governo de Ratinho Junior, não recompõe as perdas salariais acumuladas nos últimos anos.

“O índice não recompõe as perdas acumuladas. A data-base, que deveria garantir a reposição anual da inflação, vem sendo desrespeitada de forma recorrente”, afirmou.

De acordo com o deputado, apesar de o reajuste cobrir a inflação dos últimos 12 meses, ele ignora uma defasagem que pode chegar a cerca de 52% em algumas categorias. A proposta foi enviada após mobilização de servidores organizados pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES), que defendia um percentual maior.

Estudos apresentados pelas entidades indicavam a possibilidade de um reajuste próximo de 12%, sem impacto significativo nas contas públicas, alternativa que não avançou.

Para Lemos, a medida representa perda real no poder de compra dos servidores. “As perdas já ultrapassam 40%. Não se trata de concessão, mas de obrigação constitucional garantir a revisão anual”, declarou.

Educação cobra reestruturação

A ausência de propostas para a reestruturação da carreira da educação também gerou reação da categoria. Professores e funcionários realizaram manifestações em frente ao Palácio Iguaçu, cobrando equiparação salarial com outras carreiras do Executivo.

Segundo o deputado, uma proposta construída por grupo de trabalho com participação de secretarias estaduais e representantes da categoria chegou a apontar viabilidade técnica e financeira, mas não foi adotada pelo governo.

O anteprojeto previa mudanças na carreira, com reorganização em classes, definição de níveis e critérios para progressão, além da elevação do salário inicial do magistério de R$ 4,9 mil para R$ 7,6 mil, para jornada de 40 horas semanais.

“Valorizar a educação é valorizar o desenvolvimento do Estado. O governo tomou uma decisão política e continua penalizando educadores”, afirmou.

O parlamentar concluiu dizendo que seguirá defendendo a revisão das políticas salariais e a valorização dos servidores públicos no Paraná.

Foto: Divulgação

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