🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Professor faz curso no hospital após exigência de frequência total, aponta APP-Sindicato

Imagem de docente hospitalizado reacende debate sobre regras do programa Formadores em Ação

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
aPP
aPP — Crédito: Divulgação

Uma imagem que circulou nesta quarta-feira (21) em aplicativos de mensagens mostra um professor da rede estadual do Paraná participando do curso Formadores em Ação enquanto está internado em um hospital. Segundo a APP-Sindicato, o caso traz os impactos das regras estabelecidas pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), que, conforme a entidade, exige frequência de 100% nas atividades, sem aceitar atestados médicos como justificativa.

O curso, realizado de forma remota, é um dos critérios para progressão na carreira dos professores e também influencia na classificação para a distribuição de aulas na rede estadual.

De acordo com a APP-Sindicato, desde o início do mês, antes mesmo do início das aulas do curso, a entidade já havia solicitado alterações na Resolução 3.659/2024 – GS/Seed, que, na avaliação do sindicato, estabelece critérios “rigorosos e punitivos” para a participação dos docentes.

Entre os pedidos feitos pela APP estão a inclusão de uma frequência mínima proporcional à carga horária, a aceitação de atestados médicos como justificativa válida e a possibilidade de reposição das atividades em prazo razoável, diferente do que prevê a norma atual, que exige a compensação dentro da mesma semana da ausência. A entidade também reivindica que, caso o professor não consiga concluir a turma por algum motivo, não fique impedido de se inscrever nas próximas edições do curso.

“Todo curso, em qualquer instituição, prevê margem de ausência justificada. Ainda que se exija 100% de presença, é necessário permitir reposição dentro de um prazo adequado, e não restrito à mesma semana. O atestado médico tem respaldo legal e não pode ser desconsiderado”, afirmou a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.

Ela relata que, ao tomar conhecimento da situação do professor hospitalizado, entrou em contato novamente com a Seed e foi informada de que o órgão teria convocado uma reunião com o setor de recursos humanos para discutir possíveis alterações nas regras do programa.

A APP orienta que professores que se sentirem prejudicados busquem apoio jurídico e administrativo junto ao sindicato. “Nosso objetivo é resolver essa questão administrativamente, mas, se não houver avanço, não descartamos recorrer à Justiça”, disse Walkiria.

O professor da imagem leciona História no Colégio Estadual Princesa Isabel, no município de Cerro Azul. A Secretaria de Estado da Educação foi procurada pela reportagem para comentar o caso, mas não respondeu até o fechamento deste texto.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.