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Prefeitura anuncia avanços a servidores em meio à iminência de greve em Curitiba

Medidas devem atingir cerca de 23 mil servidores, mas não evitam escalada do movimento sindical na capital

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
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. — Crédito: Sismuc

A pauta dos servidores municipais voltou ao plenário da Câmara de Curitiba nesta terça-feira (7), em meio à crescente tensão entre a Prefeitura e as categorias. Durante a sessão, o vereador Serginho do Posto apresentou as propostas encaminhadas pelo Executivo e indicou que a gestão busca construir um acordo para conter o avanço das mobilizações.

Entre os principais pontos está o pagamento do período conhecido como “descongelamento” do tempo de serviço, suspenso durante a pandemia por legislação federal. Segundo o parlamentar, a medida deve beneficiar cerca de 23 mil servidores municipais.

“O município já definiu o pagamento desse período que ficou congelado e seus efeitos. Aproximadamente 23 mil servidores terão esse direito recebido nos próximos meses”, afirmou.

Além disso, a Prefeitura apresentou uma nova proposta de evolução na carreira, com ampliação dos percentuais de crescimento vertical.

“O prefeito avançou no crescimento vertical. A proposta agora é de até 30% para o nível 1, 25% para o nível 2 e 25% para o nível 3 da tabela”, disse.

Também foi mencionada a valorização de títulos acadêmicos e a previsão de implementação de vale-alimentação a partir de 2027.

“O salto de nível para doutores e mestres foi sinalizado como prioridade”, acrescentou.

 

Pressão cresce fora do plenário

As sinalizações da Prefeitura ocorrem no mesmo momento em que os servidores avançam para uma paralisação. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba aprovou o início de uma greve a partir desta quarta-feira (8), cobrando abertura imediata de negociação com a gestão municipal.

A decisão reflete a insatisfação das categorias com o andamento das tratativas e com o que consideram ausência de respostas concretas às reivindicações.

“A categoria não pode mais esperar. É urgente que a Prefeitura abra negociação e apresente respostas concretas”, afirmou o sindicato em comunicado.

 

Tema não gera debate na Câmara

Apesar do cenário de mobilização e da iminência da greve, a pauta dos servidores não gerou debate entre os vereadores durante a sessão.

A fala de Serginho do Posto foi a única manifestação direta sobre o tema no plenário, sem contraponto da oposição e sem aprofundamento da discussão por outros parlamentares.

Mesmo ao mencionar a possibilidade de protestos, o vereador reforçou a posição da gestão.

“Tivemos algumas manifestações e poderá haver um dia de protesto, mas os compromissos colocados pelo prefeito serão cumpridos”, declarou.

 

Negociação segue indefinida

A Prefeitura tem conduzido as tratativas por meio de reuniões e ofícios encaminhados aos sindicatos, buscando construir um entendimento gradual com as categorias.

“O prefeito tem buscado soluções responsáveis, preservando a sustentabilidade administrativa e financeira do município”, disse o vereador.

Ainda assim, a aprovação da greve indica que as medidas anunciadas até agora não foram suficientes para encerrar o impasse.

Com isso, a partir desta quarta-feira, o conflito entre servidores e Prefeitura deixa o campo das negociações e passa a impactar diretamente a rotina da cidade, enquanto a solução segue indefinida.

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