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Preços de comidas e bebidas caem pelo quarto mês seguido no Paraná

Esse foi o quarto mês consecutivo de alívio nos preços médios dos produtos que compõe o índice

Gazeta do Paraná · · 4 min de leitura
Precos
Precos — Crédito: Gilson Abreu/AEN

O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) do Estado registrou queda de 0,33% em setembro. Esse foi o quarto mês consecutivo de alívio nos preços médios dos produtos que compõe o índice. Os declínios anteriores foram de 0,53% em junho, 0,72% em julho e de 0,58% em agosto. Com isso, a variação acumulada durante o ano está em 1,51%, 0,34 ponto percentual (p.p.) abaixo da registrada no mês anterior e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,98%, taxa 1,47 p.p. inferior a da última apuração.

As maiores quedas nos preços em setembro foram em tubérculos e raízes (-11,64%), hortaliças e verduras (-6,3%) e cereais (-2,37%). Nos subgrupos, os principais produtos que registraram quedas nos preços em relação a agosto foram pepino, abobrinha, cebola, tomate, batata-inglesa, melancia, couve, alface e alho. As frutas tiveram alta pontual nos preços. A menor disponibilidade de banana-caturra no mercado interno devido baixa a produtividade, consequência de alterações climáticas, contribuiu para o aumento mensal de 15,95%.

Na variação acumulada em 12 meses, os principais reajustes estão relacionados aos subgrupos carne bovina, 21,56%, bebidas e infusões, 13,57%, carne suína, 12,87% e ovos de galinha, 10,61%. No outro extremo, entre outubro de 2024 a setembro de 2025 foram observadas quedas em cereais (24,50%), tubérculos, raízes e legumes (19,31%), frutas (9,79%) e pescados (2,12%). Em 2025, os grupos que ajudaram a conter a inflação foram frutas (-6,68%), óleos e gorduras (-4,78%) e cereais (-23,94%). 

O resultado estadual do IPR em setembro foi reflexo das quedas observadas em todas as localidades pesquisadas. Em Umuarama, o índice caiu 0,69%, seguido pelas retrações de 0,47% em Guarapuava, 0,35% em Curitiba, 0,34% em Londrina, 0,29% em Foz do Iguaçu, 0,27% em Maringá, 0,22% em Ponta Grossa, 0,19% em Cascavel e 0,15% em Pato Branco.

O pepino e a abobrinha, por exemplo, registraram quedas significativas em todos os municípios. Em Pato Branco, o pepino variou -33,28%, em Curitiba, -30,91%, em Guarapuava, -27,02%, em Ponta Grossa, -25,71%, em Umuarama, -25,32%, em Cascavel, -21,32% e em Foz do Iguaçu, -20,54%. Enquanto em Londrina e em Maringá o preço da abobrinha caiu 20,99% e 19,31%, respectivamente.

O IPR – Alimentos e Bebidas é calculado mensalmente pelo Ipardes, com base em 91 produtos distribuídos em 18 subgrupos, abrangendo o Paraná e nove municípios: Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.

Os preços utilizados são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, totalizando cerca de 2,5 milhões de registros. A cesta de produtos reflete o padrão de consumo das famílias, identificado por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, que mostra como os brasileiros distribuem seus gastos em alimentação e outros itens de consumo.

Novas empresas

O Paraná registrou desempenho positivo em relação a novos negócios nos primeiros nove meses de 2025. Houve crescimento de 14,16% no saldo de empresas entre janeiro e setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. O número é resultado da diferença entre negócios abertos (279.098) e fechados (159.370). Nos primeiros nove meses do ano, o saldo foi de 119.728 empresas, enquanto no mesmo período de 2024 o número era de 104.878. Com esse resultado, o Paraná se aproxima dos 2 milhões de empresas ativas.

Os dados estão no Painel de Empresas, divulgado pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar), vinculada à secretária estadual da Indústria, Comércio e Serviços.

Considerando apenas o número de empresas abertas, o crescimento chega a 17,99%, já que em 2024 o número entre janeiro e setembro foi de 236.540. Dos negócios abertos no período, 73,80% são Microempreendedores Individuais (MEIs), 24,40% são Sociedades Limitadas (LTDA) e 1,46% se enquadram na categoria Empresário. As demais modalidades somam 0,34% do total.

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