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Preço dos combustíveis no Paraná mobiliza caminhoneiros contra governo Ratinho Júnior

Alta do diesel no Paraná provoca reação de caminhoneiros contra o governo Ratinho Júnior. Líder da greve de 2018, Wallace Landim critica preços e alerta para possível mobilização da categoria

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
Chorão
Chorão — Crédito: Reprodução

A escalada do preço do diesel no Paraná começou a provocar reação entre caminhoneiros e colocou o governo de Ratinho Júnior no centro das críticas do setor de transporte. Lideranças da categoria afirmam que o custo do combustível se tornou insustentável para quem vive do frete e já falam em mobilização caso não haja mudanças.

Em entrevista ao Diário de Maringá, o caminhoneiro Wallace Landim, conhecido como Chorão e uma das lideranças da greve nacional dos caminhoneiros de 2018, criticou a política de combustíveis e lançou um desafio direto ao governador do Paraná.

“O caminhoneiro não aguenta mais pagar combustível caro enquanto o governo arrecada cada vez mais. Se continuar desse jeito, a categoria vai reagir”, afirmou Chorão ao Diário de Maringá.

Segundo ele, o diesel representa a principal despesa do transporte rodoviário e a alta do combustível compromete a viabilidade da atividade.

“O diesel está sufocando o caminhoneiro. Quem acha que isso fica só na estrada está enganado. Esse custo chega no preço da comida, do frete e no bolso de todo mundo”, disse.

O Diário de Maringá também conversou com um grande empresário do segmento de postos de combustíveis, que preferiu não se identificar. Segundo ele, a decisão federal abre espaço para uma discussão inevitável. “O governo federal zerou PIS e Cofins e a redução tem que chegar ao consumidor. Agora a pergunta é: se o imposto federal foi zerado, por que o ICMS estadual não pode ser reduzido também? Quem define isso agora são os governadores.”


Diesel dispara no estado

A insatisfação da categoria ocorre em meio a uma disparada recente no preço do combustível no Paraná. Reportagem da RPC aponta que o diesel já se aproxima de R$ 8 por litro em alguns postos de Curitiba e pode atingir R$ 8,50 nos próximos dias, após sucessivos reajustes repassados pelas distribuidoras.

A elevação repentina tem pressionado especialmente o transporte rodoviário de cargas, que depende diretamente do diesel para manter suas operações.

 

Debate sobre impostos e arrecadação

O aumento do combustível também passou a alimentar críticas à política tributária estadual. Reportagem da Gazeta do Paraná aponta que opositores do governo Ratinho Júnior atribuem parte da pressão nos preços à carga de impostos sobre combustíveis no estado, especialmente o ICMS.

Segundo críticos, a política de arrecadação mantém elevado o preço final nas bombas, mesmo quando há oscilações no mercado internacional.

 

Tentativa de conter a alta

Enquanto o debate ocorre nos estados, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir o impacto da escalada global do petróleo. Entre elas estão a zeragem de tributos federais sobre o diesel e a criação de subsídios temporários para produtores e importadores do combustível, em tentativa de amortecer a alta.

Ainda assim, para caminhoneiros, o cenário continua preocupante. O histórico de mobilizações da categoria e o peso do diesel na atividade fazem com que o tema volte a ser visto como um possível foco de tensão política e econômica.

A reação pública de lideranças do transporte, agora direcionada diretamente ao governo do Paraná, indica que o preço do combustível pode se transformar em um novo ponto de pressão sobre o Palácio Iguaçu nas próximas semanas.

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