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Preço do petróleo faz governo adiar fim do subsídio da gasolina

Alta do barril de petróleo após novos ataques entre Estados Unidos e Irã levou o governo a manter temporariamente o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
Preço médio da gasolina caiu 0,46%
Preço médio da gasolina caiu 0,46% — Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A nova alta dos preços internacionais do petróleo levou o governo federal a adiar a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que informou que o assunto será reavaliado na próxima semana.

A intenção inicial do governo era encerrar a subvenção ainda nesta semana. No entanto, a retomada dos ataques militares entre Estados Unidos e Irã, registrada na quarta-feira (8), elevou o preço do barril de petróleo para cerca de US$ 80, o que levou a equipe econômica a adotar uma postura mais cautelosa.

"Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio", afirmou Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Segundo o ministro, a retirada do benefício poderá ocorrer de forma parcial ou total, dependendo da evolução do mercado internacional.

"Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente", disse.

Durigan explicou que o objetivo da subvenção é reduzir os impactos da alta do petróleo sobre o preço dos combustíveis no Brasil e evitar reflexos no custo de vida da população, já que o aumento da gasolina influencia diretamente os preços de produtos e serviços.

Apesar da instabilidade no mercado internacional, o ministro afirmou que o cenário não altera os planos do governo de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

Segundo ele, a estratégia de aumentar a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel permanece mantida e, inclusive, ganha força diante da volatilidade do mercado de petróleo.

"Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito", afirmou.

A possibilidade de ampliar o uso de biocombustíveis está prevista na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que permite elevar a mistura de etanol na gasolina C para um percentual entre 27% e 35%. A legislação também estabelece que a participação do biodiesel no diesel de origem fóssil deverá atingir 20% até 1º de março de 2030.

Durigan acrescentou que o governo não descarta discutir, futuramente, percentuais ainda maiores de mistura dos biocombustíveis, como forma de reduzir a dependência dos derivados de petróleo e fortalecer a produção nacional.

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