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Polêmica sobre privatização da Celepar envolve “data center fake”, denuncia Chiorato

Objetivo é viabilizar a privatização da Celepar, empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná

Redação · · 2 min de leitura
Celepar
Celepar — Crédito: Divulgação

O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), denunciou nesta segunda-feira (25) que a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) contratou a multinacional espanhola Indra Brasil Soluções e Serviços Tecnológicos para criar um suposto “data center fake”, com o objetivo de viabilizar a privatização da Celepar, empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná.

De acordo com o site Plural, o contrato com a Indra, assinado em julho, é no valor de R$ 162,4 milhões e tem validade de dois anos. Ele prevê “adequação, atualização tecnológica, operação, manutenção e sustentação das atividades exercidas pela Secretaria” e foi publicado no Portal da Transparência apenas no último fim de semana. Segundo Chiorato, o governo busca alegar que os dados da segurança pública foram segregados, permitindo o repasse de informações sensíveis à iniciativa privada, o que é vedado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Levantamentos internos da Celepar indicam que a separação dos dados não funcionou devido à complexidade técnica e à falta de estrutura da Sesp. Em resposta ao Ministério Público do Paraná, a companhia afirmou que seu Data Center Corporativo, certificado Tier III, opera com alta segurança e monitoramento constante. A Sesp, por sua vez, garantiu que a privatização “não traz risco ao gerenciamento de dados”.

Chiorato criticou a contratação da Indra e o que classificou como manobra para tentar convencer o MP-PR e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a viabilidade da privatização. Segundo ele, cerca de R$ 250 milhões em contratos com a empresa espanhola não têm transparência, colocando em risco dados sensíveis e estratégicos da segurança pública.

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