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Pix — Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Pix amplia participação e já responde por um em cada cinco pagamentos em bares e restaurantes

Levantamento da Abrasel mostra avanço do sistema de pagamentos instantâneos, especialmente entre pequenos estabelecimentos e nas regiões Norte e Nordeste; dinheiro em espécie segue perdendo espaço

Gabriel Porta · · 4 min de leitura

O Pix segue ampliando sua presença nos bares e restaurantes brasileiros. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que o sistema de pagamentos instantâneos respondeu por 20,5% das vendas presenciais do setor, consolidando-se como a terceira principal forma de pagamento utilizada pelos consumidores.

Apesar do crescimento, o cartão de crédito continua liderando as transações, com participação de 41,5% das vendas, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%. Já o dinheiro em espécie perdeu espaço e representa atualmente apenas 8,3% das operações presenciais.

A pesquisa foi realizada com 2.109 estabelecimentos em todo o país. Na edição anterior do levantamento, realizada em 2024 com 1.466 empresários, o Pix representava 16,5% das vendas. O avanço ocorreu principalmente em substituição ao uso de dinheiro em espécie, refletindo a digitalização dos meios de pagamento no setor.

Pequenos negócios lideram uso do Pix

Os dados apontam que o Pix é mais utilizado por empresas de menor porte. Nos estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o sistema representa 30,4% das vendas realizadas no salão e no balcão.

Entre empresas que faturam entre R$ 130 mil e R$ 360 mil por ano, a participação chega a 22,6%. Já nos estabelecimentos com receita entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, o índice alcança 24%.

Nas empresas com faturamento superior a R$ 1 milhão, a presença do Pix é menor, variando entre 14,9% e 17,5% das vendas presenciais.

Alimentação rápida concentra maior participação

O tipo de estabelecimento também influencia o uso do sistema de pagamento.

Nos estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já responde por 24,6% das vendas. Em restaurantes especializados, a participação é de 21%. Nos bares e casas noturnas, o percentual chega a 19,9%, enquanto nos restaurantes que servem refeições completas o índice é de 17%.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o crescimento está relacionado à praticidade oferecida tanto para consumidores quanto para empresários.

"O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes", afirmou, em nota.

Norte e Nordeste lideram adesão

A pesquisa também identificou diferenças regionais na adoção do Pix.

A Região Norte lidera o uso do sistema, que responde por 29,8% das vendas presenciais, percentual superior ao registrado na pesquisa anterior (25,5%) e também acima da participação do cartão de débito, que ficou em 24,5%.

O Nordeste aparece na sequência, com 24,2% das vendas realizadas via Pix, enquanto o cartão de débito representa 23,4% das transações.

Nas demais regiões, o Pix ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. No Sudeste, a participação é de 18,1%; no Centro-Oeste, de 17,9%; e no Sul, de 16,5%.

Segundo a Abrasel, mesmo com diferenças regionais, o sistema já pode ser considerado um meio de pagamento consolidado em todo o país.

Dinheiro perde espaço

O levantamento também reforça a queda contínua do uso de dinheiro em espécie. Em todas as regiões brasileiras, a participação do pagamento em dinheiro ficou abaixo de 11% das vendas presenciais.

Para a entidade, os números refletem o avanço da digitalização do consumo e a preferência crescente por meios eletrônicos de pagamento.

Na avaliação de Paulo Solmucci, o Pix deixou de ser apenas uma alternativa para transferências e passou a representar uma ferramenta estratégica para os estabelecimentos.

"O Pix não é apenas uma forma de pagamento. Ele cria oportunidades para que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências ao consumidor, além de abrir espaço para mais eficiência, inovação e competitividade no setor", concluiu.

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