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VORCARO
VORCARO — Crédito: Polícia Civil/Reprodução

Polícia Federal rejeita nova proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro

Investigadores apontam falta de provas inéditas no material apresentado pelo banqueiro; ministro André Mendonça determinou permanência do preso em sala especial da corporação

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) rejeitou uma nova proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes no sistema financeiro nacional. A decisão foi comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso.

Esta é a segunda tentativa de delação recusada pela PF desde a prisão de Vorcaro. Os motivos da rejeição permanecem sob sigilo e não foram divulgados oficialmente.

Em análise anterior, realizada no mês passado, investigadores concluíram que o material apresentado pelo banqueiro não trouxe informações inéditas em relação às provas já reunidas pela investigação e que ele não teria admitido participação em eventuais crimes apurados.

Apesar da posição da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda avalia a proposta de colaboração apresentada pela defesa.

Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal.

STF mantém prisão em sala especial

Em decisão recente, o ministro André Mendonça determinou que Daniel Vorcaro permaneça custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O magistrado, no entanto, autorizou que ele retorne à sala de estado-maior onde estava anteriormente, deixando a cela comum para a qual havia sido transferido.

Desde março, o banqueiro estava detido em uma sala especial na sede da PF na capital federal. No local, tinha acesso a seus advogados e participava das negociações relacionadas ao acordo de colaboração premiada.

Após a rejeição da proposta pela Polícia Federal, Vorcaro foi encaminhado à carceragem da corporação, destinada a presos provisórios. Diante da mudança, a defesa solicitou sua transferência para o Centro de Internamento e Reeducação, conhecido como Papudinha, no Distrito Federal.

O pedido foi negado por André Mendonça. Ao fundamentar a decisão, o ministro levou em consideração manifestação da Procuradoria-Geral da República, que avaliou que a permanência do investigado em cela comum poderia gerar riscos relacionados à sua segurança e à exposição pública do caso.

Segundo a PGR, não haveria impedimento operacional relevante para que Vorcaro permanecesse na sala especial anteriormente ocupada enquanto prosseguem as investigações e as discussões sobre eventual acordo de colaboração.

A Operação Compliance Zero segue em andamento e investiga possíveis crimes financeiros relacionados à atuação do Banco Master e de seus administradores.

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