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PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de uma nova investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para apurar suspeitas de tráfico de influência. Pedido ainda será analisado pela Corte

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Lulinha
Lulinha — Crédito: Folhapress

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A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova investigação busca apurar suspeitas de tráfico de influência.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o objeto da nova apuração, nem qual ministro será responsável pela relatoria do caso. Os dois inquéritos já existentes tramitam sob a responsabilidade do ministro André Mendonça.

Investigações em andamento

O primeiro inquérito autorizado pelo STF apura uma suposta atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República para favorecer a comercialização de produtos relacionados à cannabis medicinal.

Segundo a Polícia Federal, o empresário mantém relações comerciais no setor com a empresária Roberta Luchsinger e com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". A investigação cita contatos entre os investigados e servidores públicos, incluindo integrantes do gabinete presidencial.

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que a investigação possui motivação política. Em declaração recente, o presidente Lula afirmou que o filho não terá tratamento privilegiado e deverá responder às investigações como qualquer cidadão.

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que nunca firmou contratos com a empresa World Cannabis, ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, e ressaltou que não houve repasse de recursos públicos à companhia.

Suspeita de atuação junto à Dataprev

O segundo inquérito conduzido pela PF investiga uma suposta atuação de Lulinha para favorecer interesses privados junto à Dataprev, empresa pública vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

De acordo com o relatório policial, o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT, teria custeado ao menos uma viagem de Lulinha em troca de apoio para obtenção de contratos com o governo federal.

Os advogados do filho do presidente classificaram a investigação como uma "pesca probatória" e negaram que ele tenha atuado em benefício de qualquer empresa perante órgãos públicos.

Em nota, a Dataprev afirmou que não possui contratos com a 3STRUCTURE IT e destacou que atua com transparência, colaborando com órgãos de fiscalização e investigação sempre que solicitada.

Novo pedido aguarda análise do STF

Com o novo requerimento apresentado pela Polícia Federal, caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre a abertura formal do terceiro inquérito e definir a relatoria da investigação. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os fatos específicos que motivaram o novo pedido de apuração.

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