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Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% após alívio da guerra no Oriente Médio

Queda de R$ 0,81 por litro entra em vigor nesta terça-feira; estatal atribui redução à diminuição dos impactos do conflito sobre o mercado internacional de petróleo

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Petrobras
Petrobras — Crédito: Petrobras/Divulgação

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação (QAV), combustível utilizado por aviões e helicópteros. O novo valor já entrou em vigor e representa uma queda de R$ 0,81 por litro em relação ao preço praticado no mês anterior.

Com o reajuste, o litro do QAV comercializado pela estatal às distribuidoras passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93, conforme a refinaria fornecedora. Esta é a segunda redução consecutiva anunciada pela empresa.

Segundo a Petrobras, a diminuição foi possível em razão da redução dos impactos provocados pela guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. A estatal afirmou que houve uma "atenuação" das pressões sobre os preços dos derivados após a normalização parcial da oferta global.

Mesmo com a queda, o combustível ainda acumula alta de 40,5% em relação ao fim de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,39 por litro no acumulado do ano.

O mercado de combustíveis sofreu forte pressão desde o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que provocou interrupções na logística internacional do petróleo, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás.

Nos últimos meses, a Petrobras promoveu reajustes expressivos no querosene de aviação. Em abril, o aumento foi de 55%, seguido de nova alta de 18% em maio. Em junho, a companhia iniciou o movimento de redução, com corte de 14,2%, tendência mantida agora em julho.

A Petrobras responde por aproximadamente 85% da produção nacional de querosene de aviação, mas o mercado é aberto à concorrência de outras empresas produtoras e importadoras. O combustível é vendido às distribuidoras, que posteriormente o comercializam às companhias aéreas e demais consumidores nos aeroportos brasileiros.

 
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