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Petrobras confirma descoberta de petróleo na costa do Amapá

Achado na Margem Equatorial é o primeiro indício de petróleo ou gás na costa amapaense, mas ainda será preciso avaliar o tamanho da reserva

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Navio Petrobrás
Navio Petrobrás — Crédito: Stéferson Faria / Agência Petrobras

A Petrobras confirmou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante coletiva em Oiapoque, após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao navio-sonda responsável pela perfuração.

O poço está no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa e em uma lâmina d’água de 2.886 metros. A identificação de hidrocarbonetos havia sido anunciada pela Petrobras na última sexta-feira (14), mas a confirmação do petróleo ocorreu nesta segunda.

Segundo Chambriard, a perfuração deve ser concluída nos próximos 15 a 20 dias. Depois disso, será necessário delimitar a descoberta e realizar estudos para determinar o volume de petróleo existente e verificar se a exploração comercial é economicamente viável.

“Precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou a presidente da Petrobras. A estatal prevê ainda a perfuração de outros três poços na região, além de cinco em áreas adjacentes. O objetivo é dimensionar o potencial da chamada Margem Equatorial.

A descoberta é considerada um marco para a exploração de petróleo no extremo norte do país, por representar o primeiro indício de petróleo ou gás natural identificado na costa do Amapá. O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) classificou o achado como significativo e afirmou que ele pode abrir uma nova fronteira de exploração e produção.

A Petrobras prevê, em seu Plano de Negócios 2026-2030, a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões. Para a estatal, a expansão das reservas é necessária para manter o Brasil entre os maiores produtores mundiais.

Por enquanto, porém, a descoberta não significa que exista uma nova reserva comercialmente explorável. A Petrobras ainda precisa concluir a perfuração, delimitar a acumulação e avaliar sua viabilidade econômica e ambiental antes de definir os próximos passos.

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