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LULA BOLSONARO FLAVIO
LULA BOLSONARO FLAVIO — Crédito: Reprodução Redes Sociais/Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/PR
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Pesquisa AtlasIntel: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no segundo turno

Novo levantamento mostra Flávio com 47,8% contra 47,5% do atual presidente; estudo também testa cenários com Fernando Haddad e aponta queda na desaprovação do governo

Gabriel Porta · · 4 min de leitura

A nova rodada da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (28), indica um cenário de equilíbrio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 47,8% das intenções de voto, enquanto Lula soma 47,5%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

Apesar de manter a dianteira numérica, o senador registrou redução na vantagem em relação à pesquisa anterior, divulgada em março. Naquele cenário, Flávio tinha 47,6% contra 46,6% de Lula. Já o percentual de eleitores indecisos, que pretendem votar em branco ou anular, caiu de 5,8% para 4,7%.

O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 27 de abril, com 5.008 entrevistados por meio da internet. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07992/2026.

Rejeição dos candidatos

O estudo também mediu o índice de rejeição dos principais nomes colocados como pré-candidatos. Lula segue como o mais rejeitado, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma, uma leve queda em relação aos 52% registrados anteriormente.

Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 49,8% de rejeição, índice que cresceu 3,7 pontos percentuais em comparação com março. Com isso, ele ultrapassou Jair Bolsonaro, que anteriormente ocupava a segunda posição nesse indicador.

Entre os demais nomes avaliados, Renan Santos (Missão) registra 42,2% de rejeição, seguido pelos ex-governadores Romeu Zema (40,9%) e Ronaldo Caiado (38,7%).

Cenários de primeiro turno

A pesquisa apresenta três simulações de primeiro turno. Em dois cenários com Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente aparece na liderança.

No primeiro cenário, com sete candidatos, Lula soma 46,6% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 39,7%. Em comparação com março, Lula teve leve crescimento, enquanto o senador apresentou recuo.

Na sequência, aparecem Renan Santos, com 5,3%, e os ex-governadores Ronaldo Caiado (3,3%) e Romeu Zema (3,1%), empatados dentro da margem de erro. O psiquiatra Augusto Cury (Avante) registra 1,1%, enquanto o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) tem 0,3%. O percentual de indecisos e votos em branco ou nulos fica abaixo de 1%.

No segundo cenário, com maior número de candidatos, Lula aparece com 44,2% e Flávio com 39,3%. Renan Santos registra 5,1%, seguido por Romeu Zema (3,5%) e Ronaldo Caiado (3%). Entre os nomes adicionais, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) aparece com 1,3%, enquanto Samara Martins (UP) soma 2%.

Cenário com Haddad e projeções de segundo turno

Na terceira simulação de primeiro turno, o instituto substitui Lula por Fernando Haddad (PT). Nesse cenário, Haddad aparece com 40,5% das intenções de voto, contra 39,2% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico.

Renan Santos surge com 5,8%, enquanto Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 3,8% cada.

Nos cenários de segundo turno testados com Haddad e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o senador do PL aparece à frente. Contra Haddad, Flávio registra 48,1% contra 44,3%. Já diante de Alckmin, o placar é de 47,5% a 45,9%.

Avaliação do governo

A pesquisa também avaliou a percepção do eleitorado sobre o governo federal. A desaprovação ao presidente Lula permanece majoritária, com 52,5%, enquanto a aprovação é de 46,8%. Em março, esses índices eram de 54% e 46%, respectivamente, indicando leve melhora na avaliação.

Quando questionados sobre a qualidade da gestão, 51,3% classificam o governo como ruim ou péssimo, ante 50% no levantamento anterior. Já as avaliações positivas, consideradas como ótimo ou bom, subiram de 41% para 42%. Outros 6,8% avaliam a administração como regular, e 0,7% disseram não saber ou não opinar.

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