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PCPR indicia servidora por desvio de valores de alvarás judiciais em Ponta Grossa

A investigação apontou que a funcionária expediu fraudulentamente alvarás judiciais para levantamento de valores que deveriam ter sido repassados a partes, peritos e procuradores

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Alvarás foram emitidos de forma fraudulenta
Alvarás foram emitidos de forma fraudulenta — Crédito: Fábio Dias/PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou uma mulher, de 37 anos, e concluiu o inquérito que investigava crimes de peculato praticados entre os meses de abril e setembro de 2024, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. 

A investigação apontou que a funcionária pública expediu fraudulentamente alvarás judiciais para levantamento de valores que deveriam ter sido repassados a partes, peritos e procuradores de processos.

Conforme o delegado da PCPR Derick Moura, no caso específico de Ponta Grossa, foram identificados quatro alvarás emitidos de forma fraudulenta, totalizando um desvio de R$ 10.575,28 dos cofres públicos. 

Evidenciou-se, também, que a investigada utilizou-se do mesmo esquema que já havia praticado anteriormente em outra comarca, o qual está sob investigação e indica a possibilidade de terem sido desviados mais de R$ 200 mil em alvarás fraudulentos.

“As investigações revelaram que a serventuária utilizava indevidamente o login de acesso aos sistemas judiciais para realizar as operações. Os valores eram posteriormente depositados na conta bancária de um familiar que, na sequência, repassava-os à investigada”, explica.

Após a descoberta das irregularidades, a funcionária foi imediatamente desligada de suas funções. O delegado ainda ressalta que embora os valores tenham sido integralmente devolvidos após a descoberta das irregularidades, tal circunstância não elimina a prática criminosa.

A investigada foi indiciada por peculato, crime cuja pena varia de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.

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