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Paraná tem 551 mil famílias atendidas pelo Bolsa Família

Na região Oeste, 58 mil famílias recebem o benefício; estudo aponta que mais da metade dos beneficiários está em idade produtiva

Eliane Alexandrino · · 4 min de leitura
Bolsa família
Bolsa família — Crédito: Lyon Santos/ MDS

Por Eliane Alexandrino/ Cascavel

 A reunião semanal da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), realizada na quinta-feira (30), apresentou dados atualizados sobre o número de famílias atendidas pelo Programa Bolsa Família no Paraná e na região Oeste. As informações foram apresentadas pela coordenadora do Núcleo de Inclusão Produtiva e Social da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Caroline Arns, e destacam o impacto do programa e os desafios na inclusão produtiva dos beneficiários.

Segundo levantamento da Fiep, o Brasil conta atualmente com 19 milhões de famílias incluídas no Bolsa Família, o que representa um custo anual estimado de R$ 158 bilhões. No Paraná, 551,5 mil famílias são atendidas — um total de 1,5 milhão de pessoas, ou 12,79% da população do Estado. O estudo indica ainda que 763 mil beneficiários paranaenses estão em idade produtiva (entre 18 e 64 anos), o que equivale a 50,44% dos assistidos.

Caroline destacou que o objetivo da Fiep é promover a autonomia financeira das famílias.

“Nosso trabalho é ajudar as pessoas a se qualificarem e encontrarem espaço no mercado formal. O emprego é o principal caminho para a geração de riqueza, dignidade e desenvolvimento”, afirmou.

Região Oeste

Na região Oeste, com 1,45 milhão de habitantes, 58,8 mil famílias recebem o Bolsa Família, beneficiando 163,7 mil pessoas cerca de 11,24% da população local. Destas, 79,2 mil estão em idade produtiva, o que representa quase 62% dos beneficiários.

Em Cascavel, cidade com 364 mil habitantes, 11.688 famílias recebem o auxílio, somando 32.986 pessoas  o equivalente a 9,06% da população. Entre elas, 15.024 estão em idade produtiva, correspondendo a 45,5% dos beneficiários locais. A maior concentração está na faixa etária entre 18 e 39 anos, com 9.834 pessoas.

Caroline Arns reforçou que a Fiep não é contrária ao Bolsa Família, mas defende que o programa deve vir acompanhado de políticas que incentivem a formalização e o emprego.

“O benefício é necessário em muitos casos, mas precisamos resgatar a valorização do trabalho, que garante salário, dignidade e acesso a direitos como a aposentadoria e benefícios previdenciários”, observou.

A coordenadora alertou também que mais de 20% dos beneficiários recebem o auxílio sem ter direito, segundo dados analisados pela federação.

Inclusão Produtiva

O Programa Inclusão ao Emprego, desenvolvido pela Fiep, busca conectar beneficiários de programas sociais a oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho, em parceria com empresas, indústrias e prefeituras.

“Queremos mostrar que o trabalho formal transforma vidas e impulsiona a produção, a geração de renda e a distribuição de riquezas”, acrescentou Caroline.

Um projeto-piloto de capacitação e reinserção profissional é realizado pela Fiep em parceria com prefeituras de várias regiões do Estado. Na região Oeste, Corbélia e Marechal Cândido Rondon participam da iniciativa e já apresentam resultados positivos.

Sobre o Programa Bolsa Família

O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil, reconhecido internacionalmente por já ter tirado milhões de pessoas da fome. Relançado pelo Governo Federal, o programa passou a considerar o tamanho e as características de cada família: núcleos com três ou mais pessoas recebem valores maiores do que famílias unipessoais.

Além de garantir renda mínima para famílias em situação de pobreza, o Bolsa Família busca integrar políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social, esporte, ciência e trabalho  com o objetivo de promover dignidade, cidadania e superação da pobreza.

Para receber o benefício, a renda mensal por pessoa da família deve ser de, no máximo, R$ 218. (Exemplo: se uma família de sete pessoas tem apenas um integrante com renda de R$ 1.518, a renda per capita é de R$ 216,85, o que garante o direito ao auxílio).

Foto: Divulgação

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