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Paraná reforça combate às hepatites virais com campanha permanente de conscientização

Lei estadual institui ações anuais durante o Julho Amarelo para ampliar prevenção, vacinação, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Julho amarelho
Julho amarelho — Crédito: Divulgação

O Paraná inicia neste mês as ações do Julho Amarelo, campanha dedicada à conscientização e prevenção das hepatites virais. A mobilização ganhou caráter permanente no Estado após a criação da Lei Estadual nº 22.295/2025, de autoria do deputado estadual Cobra Repórter (PSD), que instituiu a Campanha Nikole Bozza.

A legislação homenageia a arquiteta paranaense Nikole Bozza, que morreu aos 29 anos em decorrência de complicações provocadas pela hepatite A. Segundo o parlamentar, o caso evidenciou a necessidade de fortalecer o diagnóstico precoce, ampliar o acesso aos exames e investir na capacitação dos profissionais da rede de saúde.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam que os casos de hepatite A cresceram nos últimos anos no Paraná, acompanhando a tendência observada em todo o país. O cenário reforça a importância das ações de prevenção, vacinação e testagem para reduzir os casos e evitar complicações da doença.

As hepatites virais são consideradas um problema de saúde pública porque, em muitos casos, evoluem de forma silenciosa. Entre os principais tipos da doença estão a hepatite A, transmitida principalmente por água e alimentos contaminados; a hepatite B, que pode ser prevenida por vacinação e transmitida por contato com sangue contaminado ou relações sexuais desprotegidas; a hepatite C, que atualmente possui tratamento com altas taxas de cura disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e a hepatite D, que ocorre apenas em pessoas já infectadas pelo vírus da hepatite B.

A campanha permanente prevê a realização de palestras, seminários, ações educativas, distribuição de material informativo e incentivo à realização dos testes rápidos disponibilizados gratuitamente pelo SUS.

Segundo o deputado Cobra Repórter, o objetivo da lei é ampliar o conhecimento da população sobre a doença e evitar que outras famílias enfrentem situações semelhantes à vivida por Nikole Bozza.

"A história da Nikole mostrou que precisamos fortalecer as políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. Essas doenças podem ser ser silenciosas, mas, quando descobertas precocemente, têm muito mais chances de tratamento e cura. Nossa lei nasceu para salvar vidas por meio da informação e da conscientização", afirmou.

Especialistas reforçam que a prevenção passa pela vacinação, higiene adequada dos alimentos, uso de preservativos, realização de testes rápidos e procura por atendimento médico diante de qualquer suspeita da doença.

Durante todo o mês de julho, a campanha busca estimular a população a manter a vacinação em dia, realizar exames quando indicados e ampliar o acesso às informações sobre prevenção e tratamento das hepatites virais.

Foto: Divulgação

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