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Paraná quer empréstimo de US$ 100 milhões com o BID e projeta custo de R$ 18 milhões já nos primeiros anos

Projeto enviado por Ratinho Junior à Alep autoriza nova dívida externa e prevê impacto de R$ 18 milhões entre 2027 e 2028 nas contas do Estado

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
BID
BID — Crédito: AEN

O governo do Paraná encaminhou à Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (27), o Projeto de Lei nº 373/2026, que autoriza a contratação de um empréstimo de até US$ 100 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. A operação, com garantia da União, será usada para financiar o Fundo Estratégico do Paraná e já tem impacto estimado nas contas públicas: cerca de R$ 18 milhões entre 2027 e 2028.

A proposta foi enviada pelo governador Ratinho Junior e começa a tramitar na Alep. Na prática, o governo busca ampliar sua capacidade de investimento por meio de crédito internacional, apostando no fundo estratégico como ferramenta para atrair capital privado e fortalecer setores econômicos do Estado.  

O ponto que mais pesa está no custo projetado. De acordo com a Secretaria da Fazenda, o serviço da dívida deve começar a impactar o orçamento já nos primeiros anos, com pagamentos estimados em cerca de R$ 5 milhões inicialmente e crescimento gradual até atingir aproximadamente R$ 13 milhões no ano seguinte, somando cerca de R$ 18 milhões no biênio.  

Para viabilizar o empréstimo, o Estado também autoriza a vinculação de receitas como garantia à União. Isso significa que, em caso de inadimplência, recursos públicos podem ser automaticamente direcionados para quitar a dívida, reduzindo a margem de manobra do orçamento futuro.

Na justificativa enviada à Assembleia, o governo sustenta que o Fundo Estratégico será essencial para ampliar investimentos, estimular exportações e reposicionar a economia paranaense diante das mudanças da reforma tributária. A aposta é que o recurso captado funcione como indutor de crescimento, especialmente em cadeias produtivas consideradas estratégicas.

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação e não tramita em regime de urgência, o que abre espaço para debate. Ainda assim, o histórico recente da Assembleia indica que propostas com impacto econômico relevante costumam avançar com apoio da base governista.

O envio do projeto recoloca no centro do debate uma escolha clássica da gestão pública: recorrer a crédito para investir agora e pagar depois. No caso do Paraná, essa conta já começa a aparecer — e tem valor definido.

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