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Opera Paraná soma mais de 370 mil cirurgias no primeiro semestre

Macrorregião Oeste já realizou 10,3 mil cirurgias em cinco meses, superando o total de 2024

Eliane Alexandrino · · 4 min de leitura
cirurgia eletivas
cirurgia eletivas — Crédito: Assessoria

O Programa Opera Paraná, implantado pelo Governo do Estado e coordenado pela Secretaria da Saúde (Sesa), segue reduzindo as filas de cirurgias eletivas. Somente no primeiro semestre deste ano, foram realizados mais de 370 mil procedimentos, número que já corresponde a mais da metade dos atendimentos de 2024, quando o total fechou em 686 mil cirurgias.

“É um compromisso do Governo do Paraná e uma missão da Secretaria da Saúde reduzir as filas de cirurgias eletivas e ampliar o acesso da população aos serviços públicos nesta área”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.

Desde o início do programa, os números vêm crescendo ano a ano. Em 2021, antes da implantação, a média anual era de pouco mais de 331 mil cirurgias – número impactado pela pandemia de Covid-19. Em 2022, foram mais de 488 mil procedimentos, seguidos de 589 mil em 2023 e 686 mil em 2024.

Atualmente, segundo a Central de Acesso à Regulação do Paraná (Care/PR), 71.694 paranaenses aguardam por uma cirurgia eletiva pelo SUS. A média estadual de espera entre a confirmação da indicação cirúrgica e a realização do procedimento é de 65 dias.

O investimento do Estado acompanha o ritmo de crescimento. Neste ano, já foram aplicados mais de R$ 189 milhões. Em 2024, o valor ultrapassou R$ 350 milhões. Desde a criação do programa, os recursos somam mais de R$ 1 bilhão.

O Opera Paraná funciona por meio da contratação e remuneração de hospitais, o que permite a regionalização dos serviços e reduz a necessidade de deslocamento dos pacientes, além de diminuir o tempo de espera.

Destaques regionais

Na Macrorregião Leste, que reúne 93 municípios, somente a 5ª Regional de Saúde de Guarapuava realizou mais de 16 mil procedimentos entre janeiro e junho de 2025, com investimentos que superam R$ 11 milhões. Em 2024, a mesma regional registrou 24.707 cirurgias, com investimento de R$ 17 milhões.

Grande parte desses atendimentos foi feita no Hospital Regional do Centro-Oeste – Deputado Bernardo Ribas Carli (HRCO), inaugurado em 2020 inicialmente para atender casos de Covid-19 e que hoje é referência em cirurgias eletivas. A média mensal de procedimentos ortopédicos no hospital é de 600 cirurgias, especialmente em quadril e joelho.

Macrorregião Oeste em destaque

Na Macrorregião Oeste, composta por cinco regionais de saúde (Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo) e atendendo 94 municípios, foram realizados mais de 10,3 mil procedimentos nos primeiros cinco meses de 2025, superando o total de 8,9 mil cirurgias de todo o ano de 2024. O crescimento reflete a expansão do programa e a capacidade regionalizada de atendimento cirúrgico.

Mais atendimentos

Além de Guarapuava, a macrorregião Leste reúne as regionais de Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória e Telêmaco Borba.

Na 2ª Regional de Saúde, que abrange Curitiba e Região Metropolitana, foram mais de 154 mil procedimentos de janeiro a junho de 2025, com recursos que ultrapassam R$ 155 milhões. Em 2024, foram 285 mil cirurgias, com investimento de R$ 237 milhões.

Em Paranaguá, em 2024, foram mais de 5,5 mil procedimentos, com investimento de R$ 248 milhões. Até junho de 2025, já são 3 mil cirurgias e R$ 109 milhões aplicados.

Em Ponta Grossa, 12 mil pessoas passaram por cirurgias no primeiro semestre de 2025, com custo de R$ 11 milhões. Em 2024, foram 21 mil procedimentos, com R$ 21 milhões investidos.

Já as regionais de Irati, União da Vitória e Telêmaco Borba somaram, juntas, mais de 3 mil cirurgias em 2025, com custo de R$ 1,5 milhão. No ano anterior, haviam sido realizadas 7,6 mil operações.

“O Opera Paraná mostra que é possível oferecer atendimento rápido e de qualidade. Cirurgias ortopédicas, que historicamente são gargalos do SUS, estão sendo feitas com agilidade. Não vamos medir esforços para ampliar ainda mais o programa”, reforçou o secretário Beto Preto.

 

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