🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Novo teto do MEI mobiliza Congresso e ganha força em seminário na Câmara

Deputado federal Beto Richa (PSDB) coordenou debate que discutiu projetos que preveem novos limites de até R$ 150 mil por ano

Eliane Alexandrino · · 4 min de leitura
Beto Richa
Beto Richa — Crédito: Divulgação

O aumento do teto do limite  de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs), congelado desde 2018, tem sido tema de várias discussões e de cunho emergencial. A avaliação foi consenso no seminário promovido nesta terça-feira (14) pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado federal paranaense Beto Richa (PSDB).

O encontro reuniu representantes do governo federal, entidades empresariais e parlamentares em torno de propostas para modernizar o regime do MEI e fortalecer a formalização de pequenos negócios.

“Atualizar o teto com reajuste anual é proteger a formalização e reduzir o subfaturamento”, afirmou Beto Richa, que coordenou o evento ao lado do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Flávio Furlan, do ministro substituto do Empreendedorismo, Tadeu Alencar, e do chefe de gabinete da vice-presidência da República, Pedro Guerra.

Além da atualização do limite de faturamento, o seminário também abordou temas como o Simples Nacional e o parcelamento de dívidas tributárias.

Os números apresentados reforçam a urgência do debate: o Brasil ultrapassou 16 milhões de MEIs ativos, segundo a Receita Federal e o Sebrae. Apenas entre janeiro e maio de 2025, foram criados 2,21 milhões de novos pequenos negócios, dos quais 77% registrados como MEI. A defasagem do teto atual, de R$ 81 mil anuais, tem levado muitos empreendedores ao subfaturamento ou ao desenquadramento, gerando informalidade e insegurança jurídica. Em 2024, mais de 570 mil MEIs foram excluídos do regime por ultrapassar o limite permitido.

O Congresso Nacional analisa diversas propostas para atualizar o teto do MEI e modernizar o Simples Nacional. O PLP 67/2025, de autoria do deputado Heitor Schuch, com relatoria de Beto Richa, eleva o limite de faturamento para R$ 150 mil anuais e estabelece reajuste automático pelo IPCA, evitando novas defasagens. A proposta já foi aprovada na CICS e aguarda votação no Plenário da Câmara.

Também está em tramitação o PLP 131/2024, de autoria do deputado Clodoaldo Magalhães, que cria um programa de renegociação de dívidas tributárias para MEIs, com parcelamento em até 60 vezes e redução de multas e juros. Com relatoria de Richa, o texto também foi aprovado na CICS e segue para as próximas etapas de análise.

Outro projeto em pauta é o PLP 108/2021, de origem no Senado Federal, que está pronto para votação em regime de urgência no Plenário. O texto atualiza os limites do Simples Nacional e do MEI, ampliando o teto de faturamento para R$ 130 mil por ano (na versão do Senado) ou R$ 144,9 mil (na versão da Câmara), além de permitir que o microempreendedor contrate até dois empregados. A proposta também prevê reajuste automático anual pelo IPCA.

A comissão presidida por Richa tem avançado em medidas de estímulo ao empreendedorismo. Entre elas estão o PL 4447/2024, que cria a Política Brasileira de Capacitação de Microempreendedores Individuais e Pequenas Empresas, e o PLP 229/2024, que assegura a aplicação de tratados internacionais de não bitributação às empresas do Simples Nacional — ambos de relatoria de Richa e já aprovados na CICS.

“Essas iniciativas fazem parte de uma agenda voltada à redução da burocracia, ampliação da formalização e fortalecimento da base produtiva. Menos burocracia e mais previsibilidade para o pequeno seguir crescendo”, destacou o deputado.

Diagnóstico e urgência

O diagnóstico apresentado no seminário foi claro: a defasagem do teto tem causado subfaturamento e exclusão de empreendedores, enquanto a falta de mecanismos de renegociação agrava o endividamento de quem tenta manter o negócio ativo.

“Renegociar dívidas em sessenta vezes é dar uma segunda chance a quem quer voltar a operar de forma regular”, ressaltou Richa.

Para o parlamentar, a atualização dos limites e a criação de regras de reajuste automático são fundamentais para garantir estabilidade e estimular o empreendedorismo no país.

“A solução é previsibilidade, reajuste pelo IPCA e ajustes periódicos coordenados pelo Congresso. Não dá para deixar defasar por anos”, afirmou. “O MEI é a porta de entrada do empreendedor brasileiro apoiar o MEI é apoiar emprego e renda nas cidades.”

Foto: Divulgação

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.