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Novo salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor e já aparece no contracheque

Reajuste começa a ser pago nesta segunda-feira (2) e impacta benefícios do INSS, seguro-desemprego e contribuições

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
SALARIO MINIMO
SALARIO MINIMO — Crédito: Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começou a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor já consta no contracheque referente ao mês de janeiro e representa um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao piso anterior.

O reajuste foi oficializado por decreto federal e segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A regra atual limita o ganho real a até 2,5% acima da inflação, conforme o arcabouço fiscal em vigor.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social começaram a receber o novo valor ainda no dia 26 de janeiro. O calendário segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício.

Quanto vale o salário mínimo em 2026

Com o reajuste, o piso nacional passa a ter os seguintes valores:

  • •Mensal: R$ 1.621
  • •Diário: R$ 54,04
  • •Hora: R$ 7,37

Como o reajuste foi calculado

O aumento do salário mínimo resulta da soma de indicadores econômicos:

  • •Inflação medida pelo INPC: 4,18%
  • •Crescimento real do PIB: 3,4%
  • •Ganho real limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal
  • •Reajuste total: 6,79%

Impacto na economia

De acordo com o Dieese, o novo salário mínimo influencia diretamente a renda de 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é de que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

O impacto total, considerando também medidas como a isenção do Imposto de Renda, pode chegar a R$ 110 bilhões, segundo projeções oficiais. Por outro lado, o custo adicional para a Previdência Social é estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além dos trabalhadores que recebem o piso, o novo valor serve de referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Como ficam os principais benefícios

No INSS, os benefícios pagos no valor de um salário mínimo recebem reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621. Para quem recebe acima do piso, o reajuste é de 3,90%, correspondente à inflação de 2025. O teto previdenciário sobe para R$ 8.475,55.

O seguro-desemprego também foi reajustado. A parcela mínima passa a ser de R$ 1.621, enquanto a máxima chega a R$ 2.518,65, variando conforme a média salarial do trabalhador.

Já o salário-família ficou fixado em R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.

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