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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida começam a valer nesta quarta

Mudanças entram em vigor e prometem beneficiar mais famílias com acesso ao crédito habitacional e juros reduzidos

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Minha Casa, Minha Vida
Minha Casa, Minha Vida — Crédito: Secom

Entram em vigor nesta quarta-feira (22) as novas regras de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida, com alterações nos limites de renda e no valor máximo dos imóveis. As mudanças foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e fazem parte de uma estratégia do governo federal para ampliar o acesso à moradia no país.

Com a atualização, as faixas de renda passaram a ser reorganizadas. Na faixa 1, o limite mensal é de até R$ 3,2 mil. Já a faixa 2 contempla famílias com renda de até R$ 5 mil, enquanto a faixa 3 abrange quem ganha até R$ 9,6 mil. A principal novidade é a criação da faixa 4, destinada a famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, ampliando o alcance do programa para um público maior.

Além da renda, o valor máximo dos imóveis também foi reajustado. Para a faixa 3, o teto passou a ser de R$ 400 mil. Já para a nova faixa 4, o limite chega a R$ 600 mil, o que permite o financiamento de imóveis de maior valor, especialmente em regiões com mercado imobiliário mais aquecido.

A ampliação do programa contará com reforço financeiro significativo. Cerca de R$ 31 bilhões provenientes do Fundo Social serão destinados ao Minha Casa, Minha Vida, fortalecendo a oferta de crédito e subsidiando parte das operações.

Segundo estimativas do governo, as mudanças devem beneficiar diretamente milhares de famílias. A expectativa é que aproximadamente 87,5 mil famílias tenham acesso a financiamentos com juros mais baixos. Além disso, cerca de 31,3 mil novas famílias devem ser contempladas na faixa 3, enquanto outras 8,2 mil passam a integrar a nova faixa 4.

A equipe técnica responsável pelas projeções calcula um impacto de R$ 500 milhões em subsídios, além de movimentar cerca de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional. O objetivo é estimular o setor da construção civil, ampliar o acesso à casa própria e contribuir para a redução do déficit habitacional no país.

Com as novas regras, o governo busca tornar o programa mais abrangente e adaptado às diferentes realidades de renda, oferecendo condições mais acessíveis de financiamento e incentivando a inclusão de famílias que antes não se enquadravam nas faixas existentes.

Foto: Divulgação

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