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MPPR amplia Operação Horímetro e prende ex-secretário por suspeita de corrupção em Morretes

Nova fase da investigação cumpriu mandados de prisão e busca, afastou vice-prefeito e superintendente de Obras e apura esquema de propina, fraude em licitações e lavagem de dinheiro

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Morretes
Morretes — Crédito: Divulgação

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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Morretes, com apoio da Polícia Civil, deflagrou a segunda fase da Operação Horímetro, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e empresários no município do Litoral paranaense.

Durante a operação, realizada na última semana, foram cumpridas quatro ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o ex-secretário municipal de Infraestrutura. O investigado foi localizado e preso em um condomínio no Rio de Janeiro, em ação conjunta com a Polícia Civil fluminense.

A Justiça também determinou o afastamento cautelar do vice-prefeito de Morretes e do superintendente municipal de Obras e Projetos. Ambos estão proibidos de exercer suas funções, frequentar prédios da Prefeitura e manter contato com testemunhas, servidores ou demais investigados. O descumprimento das medidas poderá resultar em prisão preventiva.

Segundo as investigações, o grupo seria responsável por exigir e receber propina de empresas contratadas pelo município. Os recursos ilícitos, conforme o MPPR, eram distribuídos entre agentes públicos, familiares e intermediários para ocultar a origem dos valores.
As análises bancárias e fiscais apontam que o núcleo principal investigado movimentou aproximadamente R$ 43,9 milhões entre janeiro de 2022 e março de 2026. Considerando todas as pessoas físicas e jurídicas investigadas, o volume financeiro analisado ultrapassa R$ 100 milhões.

A primeira fase da Operação Horímetro foi realizada em 1º de abril deste ano, quando celulares, computadores e documentos foram apreendidos com o vice-prefeito e o superintendente de Obras. De acordo com o Ministério Público, o material coletado contribuiu para o avanço das investigações, que seguem em segredo de Justiça para conclusão das perícias e definição das responsabilidades dos envolvidos.

Foto: Divulgação 

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