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MP denuncia ex-colaborador por desviar até R$ 500 mil de instituições ambientais no Paraná

Investigado é acusado de furto qualificado e lavagem de dinheiro após transferências ilegais para contas próprias e uso de plataformas de apostas on-line para ocultar recursos

Eliane Alexandrino · · 2 min de leitura
Ministério Público
Ministério Público — Crédito: MPPR

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou criminalmente um ex-colaborador de duas instituições com atuação na área ambiental, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, acusado de desviar recursos das entidades e lavar dinheiro por meio de movimentações financeiras e plataformas de apostas on-line.

A denúncia foi apresentada nesta quarta-feira (29) pela Promotoria de Justiça de Quatro Barras. O investigado responderá pelos crimes de furto qualificado pelo abuso de confiança, em continuidade delitiva, e lavagem de capitais.

Segundo o MPPR, o homem exercia funções administrativas e financeiras nas duas instituições e, entre janeiro de 2024 e março de 2025, teria realizado diversas transferências eletrônicas sem autorização das contas das entidades para contas bancárias de sua titularidade e de terceiros.

As investigações apontam que parte dos valores desviados foi direcionada para plataformas de apostas on-line. De acordo com o Ministério Público, a estratégia teria sido utilizada para dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos e ocultar a movimentação financeira.

O prejuízo inicialmente apurado é de R$ 230 mil, mas o valor poderá ultrapassar R$ 500 mil, dependendo do resultado das perícias contábeis complementares solicitadas pelo MP.

A investigação contou com autorização judicial para quebra dos sigilos bancário e fiscal do investigado, permitindo a análise de centenas de movimentações financeiras.

Na ação penal, o Ministério Público também pediu a fixação de um valor mínimo para reparação dos prejuízos causados às instituições, a manutenção das medidas cautelares impostas ao denunciado e a ampliação da proibição de contato para abranger também a segunda entidade lesada.

O investigado chegou a ser preso preventivamente durante a investigação, mas atualmente responde ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares. O caso tramita sob segredo de Justiça devido à existência de informações protegidas por sigilos bancário e fiscal.

Foto: Divulgação

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