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sergio moro — Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

Moro compara prisão de Lula e Bolsonaro após Moraes suspender visitas de Flávio Bolsonaro

Senador afirma que Lula recebeu 572 visitas quando esteve preso em Curitiba e critica decisão de Alexandre de Moraes que suspendeu, por 90 dias, as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, Moro comparou a situação com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso em Curitiba, em 2018.

Segundo o parlamentar, Lula recebeu 572 visitas enquanto cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense. Para Moro, as restrições impostas atualmente a Bolsonaro não observam os princípios da proporcionalidade e da legalidade.

Na publicação feita na rede social X, o senador lembrou que, durante a prisão de Lula, diversas lideranças políticas tiveram acesso ao então ex-presidente, entre elas Fernando Haddad, que na época era candidato do PT à Presidência da República.

Moro destacou ainda que, após os encontros, era comum que os visitantes concedessem entrevistas à imprensa relatando o conteúdo das conversas mantidas com Lula.

"Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula", escreveu o senador.

Na sequência, Moro afirmou que Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, foi impedido de receber visitas do filho, Flávio Bolsonaro, e também questionou as restrições relacionadas ao direito de correspondência.

"Pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso", declarou.

O senador concluiu a manifestação afirmando que a decisão do ministro Alexandre de Moraes não atende aos critérios de proporcionalidade e legalidade.

A decisão do STF foi tomada após Flávio Bolsonaro publicar, no último sábado (11), uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais. Alexandre de Moraes entendeu que a divulgação violou a determinação que proíbe Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e determinou a suspensão das visitas do senador ao pai pelo período de 90 dias.

 
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