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Moraes manda soltar ex-prefeito de Belford Roxo preso com fuzil em operação da PF

Márcio Canella responderá em liberdade com tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e suspensão do porte de arma

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes — Crédito: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira (10), e a saída do sistema prisional deve ocorrer neste sábado (11).

Canella estava preso desde terça-feira (7), após a PF encontrar um fuzil calibre 5.56 no veículo em que ele estava durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da sexta fase da Operação Unha e Carne.

Ao substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, Moraes determinou que o político use tornozeleira eletrônica, entregue o passaporte e tenha o porte de arma suspenso. Com isso, ele responderá ao processo em liberdade.

Na decisão, o ministro afirmou que a versão apresentada pela defesa, de que o armamento pertencia ao policial militar responsável pela segurança de Canella, ainda precisa ser esclarecida no decorrer das investigações. A defesa informou que a prisão não deveria ter ocorrido, alegando que a arma era registrada e que a documentação foi apresentada ao STF.

A prisão ocorreu durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Na ação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, com apreensão de armas, joias, dinheiro em espécie e veículos de luxo, além do bloqueio de bens e suspensão de atividades de empresas ligadas aos investigados.

Canella era alvo apenas de uma busca, mas acabou preso após a localização do fuzil. A PF investiga a possível participação dele como elo político do esquema. Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Eleito prefeito de Belford Roxo em 2024, Canella deixou o cargo em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro. Antes disso, foi vereador e deputado estadual por três mandatos na Assembleia Legislativa do Rio.

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