🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Brasil

Moraes dá 15 dias para PGR se manifestar após Flávio Bolsonaro faltar a depoimento na PF

Ministro do STF tomou a decisão após senador apresentar defesa por escrito e não comparecer para prestar esclarecimentos em inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Lula

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Alexandre Moraes
Alexandre Moraes — Crédito: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de não comparecer ao depoimento marcado para esta terça-feira (28) na Polícia Federal (PF).

O parlamentar apresentou uma defesa por escrito no inquérito em que é investigado pelo suposto crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como investigado, Flávio não é obrigado a prestar depoimento.

Defesa escrita substituiu depoimento

O depoimento estava previsto para ocorrer às 14h, mas os advogados do senador encaminharam uma manifestação escrita ao delegado responsável pela investigação, solicitando que o documento substituísse a oitiva presencial.

Após ser informado da decisão, o delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pelo inquérito, comunicou ao ministro Alexandre de Moraes que Flávio Bolsonaro foi regularmente intimado, mas optou por exercer o direito de apresentar defesa por escrito.

Diante da situação, Moraes determinou o retorno do processo à Procuradoria-Geral da República.

"Demonstrada a intenção de Flávio Nantes Bolsonaro em não comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento, conforme solicitado pela Procuradoria-Geral da República, determino o retorno dos autos ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 15 dias", afirmou o ministro na decisão.

Investigação envolve publicação nas redes sociais

O inquérito apura uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

Na postagem, o senador escreveu:

"Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas."

A Polícia Federal entendeu que a mensagem relacionou o presidente da República aos crimes mencionados na publicação.

PF concluiu por calúnia

No mês passado, a Polícia Federal concluiu o inquérito e apontou que Flávio Bolsonaro teria cometido o crime de calúnia contra o presidente Lula ao associá-lo aos delitos citados na postagem.

Após a conclusão da investigação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou a realização do depoimento do senador, pedido posteriormente autorizado por Alexandre de Moraes.

Segundo Gonet, a legislação penal prevê a possibilidade de retratação em casos de calúnia, medida que pode afastar uma eventual condenação criminal.

Com esse entendimento, o processo retornou à Polícia Federal para a realização da diligência. Como o senador optou por não comparecer e apresentou apenas manifestação escrita, caberá agora à Procuradoria-Geral da República avaliar os próximos passos da investigação antes de uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.