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Moradores de Ponta Grossa denunciam alteração na água e Ministério Público abre inquérito

Cidadãos se queixam de gosto e cheiro desagradáveis, enquanto companhia afirma que o produto permanece próprio para consumo

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Sanepar
Sanepar — Crédito: AEN

Moradores de Ponta Grossa constataram mau odor e gosto na água em diferentes regiões do município, o problema já tinha sido relatado ano passado, porém sem reparações. 

 

No início deste ano, surgiram questionamentos sobre o tratamento da água em Ponta Grossa, que se estenderam até fevereiro. Segundo moradores, o cheiro e gosto estão  impossibilitando o uso de água para limpeza, alimentos e higiene pessoal. Já houveram ocorrências semelhantes em Maio de 2025, quando a Sanepar informou que havia presença de algas na represa, mas que não representavam riscos à saúde.

 

O Ministério Público do Paraná instaurou um inquérito para verificar se a água distribuída atende aos padrões legais de potabilidade. Como resultado da apuração, - que segue em tramitação - o órgão constatou que alterações no sabor e no odor, apontados por consumidores, tornaram o consumo inadequado, visto que pode causar prejuízos aos usuários.

 

 A Sanepar, por sua vez, alega que a alteração é uma questão sensorial, que pode ou não ser percebida, e que a água permanece sendo apropriada para consumo humano. Em nota, declarou que a situação deve ser normalizada: “a Sanepar já realizou adequações no processo de tratamento com adição de carvão ativado, o que vem estabilizando as características organolépticas da água gradativamente, com normalização nos próximos dias”.

 

A prefeitura confirmou histórico de ocorrências similares em registros e notificou a empresa, solicitando laudos técnicos que comprovem a qualidade da água: “eventuais inconformidades nos resultados são comunicadas imediatamente à concessionária. O material mais recente foi coletado durante a segunda quinzena de janeiro de 2025 e o processo de análise está em andamento”. Não houveram notificações em Unidades básicas de saúde associadas à ocorrência. 

Caso sejam constatadas irregularidades, o Ministério Público poderá adotar medidas judiciais para garantir a regularização do abastecimento e eventual responsabilização da empresa. A Gazeta segue acompanhando o caso.  

 

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