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Modelo cívico-militar divide vereadores e gera críticas na Câmara de Maringá

Professora Ana Lúcia cobra informações sobre custos e uso de recursos públicos, enquanto Gisele Bianchini defende a implantação do modelo na rede municipal

Valéria Mendes · · 2 min de leitura
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... — Crédito: BBC

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Na sessão desta terça-feira (11), a vereadora Professora Ana Lúcia criticou a proposta da Prefeitura para a implantação do modelo cívico-militar na rede municipal de ensino de Maringá. A parlamentar afirmou que, mesmo após uma reunião pública sobre o tema, ainda faltam informações sobre o projeto e questionou pontos como custos, remuneração dos militares e eventual utilização de recursos do Fundeb.

Uma escola cívico-militar é uma instituição pública em que a gestão é compartilhada. Professores e profissionais civis ficam responsáveis pelo ensino e pelo conteúdo pedagógico, enquanto militares da reserva atuam em atividades relacionadas à disciplina e à organização do ambiente escolar.

A sessão ordinária foi marcada pelo debate sobre o modelo cívico-militar. Durante sua fala, Ana Lúcia cobrou esclarecimentos da Secretaria Municipal de Educação sobre a proposta que poderá ser implantada em Maringá. “A educação que eu defendo, como educadora de uma vida inteira, é o investimento efetivo nos sistemas, nos servidores, nas estruturas, para que, ao fim, o nosso aluno saia com a melhor formação possível e com uma estrutura de oportunidades para disputar aqui fora uma vaga no mercado de trabalho, com condições, e não o que a gente está vendo, que são subterfúgios que, na verdade, não resultam em absolutamente nada de melhoria pedagógica, de incremento na formação dos nossos estudantes”, afirmou.

Em contraponto, a vereadora Gisele Bianchini defendeu a implantação do modelo cívico-militar no município. Segundo ela, o sistema apresenta bons resultados educacionais e sua adoção é facultativa.“E o meu sonho é que todas as universidades federais sejam cívico-militares, até os CMEIs, porque assim nós vamos prosperar a nossa cidade, nosso estado, nosso país”, afirmou.

O modelo cívico-militar também é alvo de críticas e controvérsias em diferentes regiões do país. Entre os questionamentos levantados por opositores estão a atuação de militares no ambiente escolar, a exposição de estudantes a práticas de caráter militar e denúncias de episódios envolvendo condutas inadequadas contra alunos. O tema segue provocando debates no Paraná e em outros estados sobre os impactos pedagógicos, administrativos e disciplinares desse tipo de gestão.

 

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