🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
Público › Economia

Mercado eleva previsão da inflação para 5,09% e amplia pressão sobre juros e consumo

Estimativa para o IPCA sobe pela 12ª semana consecutiva e supera o teto da meta do Banco Central; conflito no Oriente Médio e alta dos combustíveis influenciam cenário

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Mercado financeiro volta a subir
Mercado financeiro volta a subir — Crédito: Divulgação

A previsão do mercado financeiro para a inflação brasileira voltou a subir e alcançou 5,09% em 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central no Boletim Focus. A nova estimativa representa a 12ª alta consecutiva nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país.

Com o reajuste, a expectativa dos analistas supera novamente o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Na prática, o limite máximo aceitável é de 4,5%.

A principal preocupação do mercado está relacionada aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo e dos combustíveis, além dos reflexos sobre alimentos e outros produtos da cadeia produtiva. Esses fatores têm pressionado os índices inflacionários e dificultado o trabalho do Banco Central no controle dos preços.

A projeção para o IPCA passou de 5,04% para 5,09% apenas na última semana. Para os anos seguintes, as expectativas também permanecem acima da meta: 4,02% em 2027, 3,66% em 2028 e 3,5% em 2029.

Apesar da pressão inflacionária, os dados mais recentes mostram que a inflação oficial ainda permanece dentro do limite permitido. Em abril, o IPCA registrou alta de 0,67%, impulsionado principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,39%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cenário também influencia diretamente a política de juros do país. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, após dois cortes consecutivos promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Entre junho de 2025 e março deste ano, a taxa permaneceu em 15%, o maior patamar registrado em quase duas décadas.

Mesmo com a recente redução dos juros, o Banco Central continua monitorando os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira. O próximo encontro do Copom para definir os rumos da Selic está marcado para os dias 16 e 17 de junho.

Segundo o Focus, a expectativa do mercado é que a taxa básica encerre 2026 em 13,25% ao ano. Para 2027, a projeção é de 11,25%, enquanto para 2028 e 2029 a estimativa é de 10% ao ano.

Além da inflação e dos juros, o mercado também revisou levemente para cima a previsão de crescimento da economia brasileira. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,89% para 1,9% neste ano. Para 2027, a expectativa segue em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029 o crescimento projetado é de 2%.

Os dados divulgados pelo IBGE mostram que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os últimos três meses de 2025. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 2%.

Já em relação ao câmbio, os analistas mantiveram a previsão do dólar em R$ 5,16 até o final deste ano. Para 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana encerre o período cotada a R$ 5,25.

O novo relatório reforça a cautela do mercado diante das incertezas internacionais e dos desafios para manter a inflação sob controle, especialmente em um cenário marcado pela volatilidade dos preços de energia e alimentos no mercado global.

Foto: Divulgação

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.