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Médico é preso após ameaçar servidores e transformar hospital em “filme de terror”, aponta MPPR

Investigação do Ministério Público apurou perseguições, ameaças de morte e supostos privilégios mantidos dentro do Hospital Municipal de Itaúna do Sul; Justiça autorizou prisão preventiva e buscas

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
Itaúna do Sul
Itaúna do Sul — Crédito: Divulgação

Um médico que atuava no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no Noroeste do Paraná, foi preso preventivamente ontem (17) durante uma operação do Ministério Público do Paraná (MPPR). A medida foi autorizada pela Justiça após uma investigação apontar uma série de ameaças, perseguições e irregularidades atribuídas ao profissional dentro da unidade de saúde.

A ação foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Nova Londrina, que também cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Segundo o MPPR, o médico passou a ser investigado após denúncias de que estaria intimidando servidores públicos e criando um ambiente de medo entre os trabalhadores do hospital.

De acordo com as apurações, o profissional teria se apropriado de uma sala dentro da unidade hospitalar, onde permanecia com a esposa durante os períodos de plantão. A investigação também identificou outras situações consideradas irregulares pela Promotoria, que apontam para um comportamento de imposição de privilégios e abuso de poder dentro da estrutura pública de saúde.

O cenário descrito por testemunhas chamou a atenção dos investigadores. Em um dos depoimentos colhidos pelo Ministério Público, uma pessoa comparou a rotina vivida pelos funcionários do hospital a um verdadeiro “filme de terror”, em razão do clima de pressão e temor instalado no ambiente de trabalho.

As investigações ganharam força após a posse de uma nova secretária municipal de Saúde. Conforme o MPPR, ao assumir o cargo, a gestora iniciou medidas para corrigir irregularidades e reorganizar procedimentos administrativos da unidade. A iniciativa, segundo a Promotoria, teria provocado a reação do médico.

O profissional passou então a perseguir a secretária e pessoas próximas a ela. As ameaças teriam atingido inclusive familiares da gestora, com relatos de intimidações e ameaças de morte.

Diante da gravidade das denúncias, o Ministério Público instaurou procedimento investigatório e reuniu elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva e de busca e apreensão. A solicitação foi acolhida pelo Poder Judiciário, que autorizou o cumprimento das medidas cautelares.

Para o MPPR, a prisão foi necessária para preservar a ordem pública, garantir a segurança das vítimas e evitar a continuidade das condutas investigadas.

Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados e poderão reforçar as investigações em andamento. O caso segue sob apuração da Promotoria de Justiça de Nova Londrina, que não descarta o surgimento de novos elementos relacionados à atuação do investigado dentro do hospital municipal.

Até o momento, a defesa do médico não se manifestou sobre as acusações.

Foto: Divulgação

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