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Maringá lança programa Lixo Zero e abre consulta para concessão do Parque do Ingá

Iniciativas buscam reduzir resíduos enviados ao aterro, ampliar a sustentabilidade e modernizar um dos principais cartões-postais da cidade, mantendo acesso gratuito e preservação ambiental.

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
maringá
maringá — Crédito: Roberto Dziura Jr./AEN

A Prefeitura de Maringá lançou o Programa Maringá Lixo Zero e abriu consulta pública para a concessão de serviços no Parque do Ingá. As medidas foram apresentadas com o objetivo de reduzir o volume de resíduos destinados ao aterro sanitário, diminuir custos públicos e revitalizar o parque, preservando o meio ambiente e garantindo entrada gratuita à população

O Programa Maringá Lixo Zero pretende implantar soluções tecnológicas para transformar resíduos em insumos industriais, adotando, na prática, o conceito de economia circular. Atualmente, o município envia cerca de 350 toneladas de lixo por dia ao aterro sanitário, o que gera um custo anual estimado em R$ 18 milhões.

A proposta é diminuir significativamente esse volume, reaproveitar materiais e reduzir impactos ambientais, como a emissão de gases de efeito estufa. O edital prevê a seleção de tecnologias já testadas e com viabilidade comprovada, capazes de conduzir a cidade ao modelo conhecido como “Aterro Zero”.

Após a publicação do edital, as empresas interessadas terão prazo de 60 dias para apresentar propostas técnicas, que passarão por avaliação do município

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No mesmo evento, a Prefeitura abriu a consulta pública do edital de concessão de serviços no Parque do Ingá. A concessão prevê apenas a gestão de serviços como limpeza, segurança, manutenção e turismo ambiental. A preservação da biodiversidade e a gestão ambiental permanecem sob responsabilidade do poder público.

Segundo a administração municipal, o objetivo é qualificar a experiência dos visitantes por meio de novos atrativos, serviços e melhorias na infraestrutura, sem cobrança de ingresso.

O projeto de concessão inclui reformas em sanitários, lanchonete e playground, requalificação das trilhas e criação de novos espaços de lazer e contemplação. Entre as propostas estão mirantes voltados para o lago, áreas de educação ambiental, transporte interno com o “Trenzinho do Ingá” e ampliação das opções de alimentação e comércio.

Também estão previstos atrativos como tirolesas, arvorismo, espaços temáticos e reforço na segurança, com a instalação de câmeras de monitoramento. O parque possui área total de 474 mil metros quadrados, dos quais 257 mil metros quadrados poderão ser explorados pela concessionária, conforme as regras do edital.

A consulta pública ficará aberta por 20 dias úteis, até 10 de fevereiro de 2026. Durante esse período, moradores poderão acessar os documentos e encaminhar sugestões ou questionamentos sobre o modelo de concessão.

A iniciativa segue tendência nacional já adotada em áreas como o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Vila Velha.

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