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Lula defende na Índia que ONU lidere regras para Inteligência Artificial

Presidente brasileiro participou de cúpula em Nova Délhi e alertou sobre os riscos da tecnologia para a democracia e a soberania dos países

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
lula
lula — Crédito: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um modelo de governança global para a inteligência artificial (IA) sob o comando da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorreu nesta quinta-feira (19), durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Délhi, na Índia.

Lula afirmou que a inovação tecnológica avança com velocidade, enquanto o diálogo entre as nações recua. Para o presidente, a IA possui um caráter duplo e traz desafios éticos e políticos urgentes. Ele citou exemplos de iniciativas da China e do G7, mas ressaltou que nenhum desses grupos substitui a universalidade da ONU.

Riscos e benefícios

O discurso destacou que a revolução digital melhora a produtividade e serviços públicos como a medicina e a segurança energética. Por outro lado, o presidente alertou para o crescimento de discursos de ódio, desinformação e crimes como a pornografia infantil.

Lula demonstrou preocupação com o uso de conteúdos falsos manipulados por algoritmos. Segundo ele, essas ferramentas distorcem processos eleitorais e colocam a democracia em risco. O governo brasileiro defende que a nova tecnologia deve fortalecer a coesão social e respeitar a soberania de cada país.

O encontro

A reunião na Índia faz parte do Processo de Bletchley. Este é o quarto encontro internacional focado na segurança e nas regras para o uso da inteligência artificial. O ciclo de debates começou em novembro de 2023, no Reino Unido, com o objetivo de alinhar as principais economias do mundo sobre o tema.

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