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Lula adia indicação ao STF e intensifica negociações por apoio a Jorge Messias

Presidente viaja à Ásia sem anunciar sucessor de Barroso; base tenta ampliar votos no Senado enquanto oposição defende nome de consenso, como o de Rodrigo Pacheco.

Redação · · 2 min de leitura
Jorge Messias
Jorge Messias — Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Em meio às intensas articulações políticas que envolvem a sucessão no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou para a Ásia, nesta terça-feira (22), sem anunciar o substituto de Luís Roberto Barroso, que antecipou a aposentadoria na semana passada.

O principal nome cotado é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o Planalto ainda não reúne votos suficientes para garantir sua aprovação no Senado. Estima-se que Messias tenha cerca de 35 apoios firmes, número abaixo dos 41 necessários. Parte da oposição cogita usar a votação como instrumento de pressão política, defendendo um nome de maior consenso, como o do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que conta com o apoio do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que Lula está “convicto” da escolha por Messias. “Pelo que eu sinto dele, há uma convicção formada. Entendo que ele não tenha anunciado porque ainda faltam algumas conversas a serem feitas para azeitar as indicações. Ele deve voltar e confirmar a indicação”, disse Wagner em entrevista à CNN.

Wagner também confirmou que Alcolumbre se reuniu com o presidente na segunda-feira (21). “Não participei (da reunião), mas não tenho dúvidas de que Alcolumbre foi defender o ponto de vista dele, da indicação do ex-presidente do Senado, o nosso amigo Rodrigo Pacheco”, completou.

Para o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), Lula age com prudência. “Claramente, ele decidiu conversar mais com o Senado. Eu acho que o presidente tem habilidade suficiente para entender que, no momento em que ele envia a indicação, tem que ser um nome aprovado imediatamente pelo Senado”, avaliou.

Já o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), pregou cautela e respeito institucional, independentemente do nome escolhido. O senador prepara um projeto de lei para discutir o modelo de escolha dos ministros do STF, tema que deve voltar ao centro do debate político nas próximas semanas.

 
 
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